quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Você já foi - e é - mais forte do que isso. Sabe que as dores no corpo e suposta falta de inspiração de nada importam: pois você é capaz e já superou este limite bastantes vezes; além disso, o processo pode ser mecânico. Se dormir, ganhará apenas imensas preocupações com prazos e acordará ao som de seus amigos desesperados. O trabalho ficaria ruim. Você têm quatro horas para falar sobre um autor: tempo que me parece demasiado suficiente. Então é hora de respirar, aproveitar o silêncio, coletar informações e reproduzi-las ao máximo. Nos vemos às 8h e pouco.
Ass. Cama

sábado, 23 de novembro de 2013

Não.

Foto retirada daqui

Concentrava-se. Respirava e parecia que era outra pessoa; mais do que isto, não era alguém. Muitos sentimentos, sensações e neuras eram esquecidos e, por alguns instantes, ela se esquecia das dores do viver. A impressão, destarte, não era a de vida, mas a de mecanicismo. Seu quarto não era o mesmo: não era apreendido da mesma maneira. Seu livros poderiam alimentar uma bela fogueira, viabilizando uma experiência interessante; seus eletrônicos deveriam incrementá-la; e suas roupas, que atuavam apenas como máscara aos atributos essencialmente intangíveis, como a redução da vergonha, também seriam combustível à fogueira efêmera.
Tratavam-se de objetos apenas: sem ligação emocional, despidos das lembranças e experiências que lhe traziam em dias normais, não havia iluminação que os valorizassem. Tudo era apenas o aspecto objetivo e material, muito era insuportavelmente vazio; ela, apenas aquele corpo despenteado, ensebado e com olheiras escuras dos sons enjoativos. Este se movia e proferia através daquela voz chata. Sentia-se feliz por gostarem dela daquele jeito e com sorte devido à interpretação, no cotidiano, além do mecanicismo. Contudo, podia não ser sorte, afinal, a voz enjoativa, além de não ameaçar a beleza da voz de ninguém, também era capaz de trazer palavras de conforto.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

As coisas se acertam, mas queria que essa calmaria interna, quentinha e confortável, provocada pelo chá que havia tomado agora, permanecesse por mais tempo. As vírgulas já não eram intuitivas, não reconhecia a si mesma; mas esta era outra questão.

domingo, 27 de outubro de 2013

Estações

É a vida. Ensinou-me uma mensagem, deu dever de casa e partiu a levar o que restava e havia se transformado de e em mim a outra estação; as palavras proféticas de sua mãe vestiam-na bem aqui: a maior mudança nela era apreendida agora, hoje, temporalmente um ano depois. É um aprendizado muito fácil o de ter consideração, mas bem difícil o de perceber que, com pessoas compromissadas com a vida, ou se entra integralmente no jogo delas, ou não se brinca. Sinceramente, esta era uma definição que devia aplicar para com qualquer pessoa.

Cada um que passa em nossas vidas deixa sua marca, sua assinatura e, às vezes, não compartilha o trem até o fim; outras, voltamos algumas estações e nos reencontramos, ou apenas avistamos o trem daquele próximo. É interessante, mesmo, quando compartilhamos a viagem apenas através das transformações mutuamente provocadas, enfatizando a relevância da parada naquela estação. Acima de tudo, devia agradecer a vida que os amigos lha proporcionavam através de sua presença - física, emocional ou em seu próprio comportamento. Amava-os todos; deveria, também, amar si mesma.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

À noite

Travada. Este fenômeno ocorria com tanta frequência na hora de escrever trabalhos que resolveu relatá-lo aqui. Resolveu contar como as estrelas são ótimas companheiras, além do como é fácil nascerem atividades procrastinadoras, o que é, ou não, quase o mesmo que descrever o quão travada se sentia. Quando não tivesse o que fazer, deveria decidir escrever uma espécie de artigo de uma matéria chata para que estas ideias aflorassem e ela se despisse do tédio. Por ora, aqueceria o teclado com ideias alheias: era outra tática.

A noite era linda; adorava seu silêncio macio que, na maior parte do período, acalentava o interior. Por demais, apreciava também os sons do ambiente; passavam vários aviões na região e, em um horário, um espaço e uma altura da nave específicos, era capaz de ouvir seu motor. Da primeira vez, assustou-se; hoje, já estava habituada e gostava. Era como se a rua rugisse - e, para consultas futuras, digo para você voltar àquela biblioteca e pegar aquele livro sobre as ruas -, ou estivesse ventando muito, porém com a ausência da sensação de toque; o cheiro também era bastante diferente. Olhou para cima e viu os motores navegando em meio aos reflexos no céu.

Esquecera-se das estrelas, é verdade, mas realmente elas não estavam tão à vontade hoje, ofuscadas pelas gotas de chuva e pela percepção daquele avião. Sim, a chuva também estava muito convidativa hoje, regava a vontade de tomar um verdadeiro e inconsequente banho de chuva: com certeza seria um frio agradável.

Ao menos aqui, o mundo da imaginação era coexistente à realidade. Não havia rigor para com a escolha de palavras, nem o uso de consultas; caso houvesse erros, seria o mundo da imaginação se resignificando, agregando novos sentidos e valores. Esta chamada liberdade voava ao lado daquela nave e trazia mais sensações auditivas àquela rua.

Imagem retirada daqui

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Muita,muitamuitamuitamuitamuintamultamutamu coisa na cabeça. Não sei, não sei, não se entende, não se sabe; coragem. Que o dia seja bom. Tenha um ótimo dia!

sábado, 21 de setembro de 2013

Morangos retirados daqui
Transforme sua insegurança e aquilo o qual não consegue dizer, uma a uma, em palavras escritas. Não tente engoli-las com comida; por mais prazerosa que esta seja, infelizmente, não irá melhorar nada.

Encontre uma página em branco, reencontre aquele amigo que o conhece melhor do que ninguém, reencontre a paz de espírito.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Longo sonho

♥ | via Facebook
Imagem retirada daqui
Uma nova fase é nomeada assim não à toa: traz novidades. No caso, tudo era submetido a mudanças; sua nova percepção do mundo atuava como se estivesse vivendo em um sonho, era deveras diferente. Talvez fosse o resultado de muito tempo enclausurada. Esta condição a tornava mais suscetível a qualquer reflexão e cultivo de pensamentos inúteis. Se estar no caminho certo era não pensar no passado, no íntimo, ela sabia que não estava.

Sentia que observava tudo através de uma perspectiva mais crítica, mais desconfortável, mais revolucionária, mais cansada e com mais sede de mudanças. Seria muito bonito se pudesse mudar o paradigma das pessoas; simplesmente pressionaria um dispositivo e toda a sujeira, todo o passado iria embora. Seríamos inclinados a ter um recomeço sem qualquer suporte histórico. Poderíamos ser todos iguais, ou reafirmar a natureza desorganizada do homem; aquela natureza da desordem ordenada que a incomodava tanto desde que a destacara através da nova perspectiva.

Nada disso parecia fazer sentido assim, aqui, sem maiores descrições ou explicações. Talvez esse fosse o ponto chave. Talvez precisasse sair mais e voltar a se conformar com os modelos e padrões. Enquanto cada momento não valesse por si só, nem lhe fosse o suficiente, preferia acreditar que era uma fase, etapa ou capítulo de algo que a levaria a mais felicidade.
Não é, também, que este post seja necessário ou rico a referências futuras. Pareceu, apenas, que deveria escrever.

sábado, 17 de agosto de 2013

Café com leite no copo de acrílico para cerveja

Ela nunca havia parado para escrever sobre esse assunto. Talvez porque fosse algo que não pudesse, não merecesse ser simplificado à singeleza das palavras. Ocorre que, muitas vezes na vida, começamos a entender o significado das palavras clichê e o quanto - cada um a seu tempo - todos os seres humanos se importam e têm reações semelhantes a situações típicas.
Somos seres egoístas. Sentimos falta quando o outro está melhor e choramos. Choramos com grande facilidade, porém preferimos acreditar que as lágrimas são de felicidade, ou da saudade enquanto representativa da felicidade; nunca da tristeza. Talvez nenhuma despedida seja perfeita, apesar de saber que a sua foi bastante boa. Sim, eu fico triste por não ter mais você comigo, à medida também em que questões existenciais permeiam minha cabeça. E você tinha um jeito muito especial, muito paciente de falar sobre várias coisas e de contar histórias maravilhosamente bem. Com suas generalizações e preconceitos demonstrados de maneira paciente, você talvez tenha sido a única pessoa a quem eu respeitava e me encantava deste jeito, com seu jeito de falar. Sei, ao menos, que fiz o possível para te conhecer a partir da minha maturidade, daquele momento em que aprendemos por nós mesmos a quem apreciamos dar valor. É evidente que, a mim, pareceu pouco tempo.
Hoje, peguei-me pensando em você e lembrei da vez em que visitei com minha mãe um lugar que você gostava muito. Acontece que você não estava junto, mas eu pretendia visitar o lugar novamente com você. Cheguei em casa, mostramos as fotos; acho que faltaram fotos dos canhões. No café da manhã do dia seguinte, fui presenteada com histórias sobre aquele lugar; assim, em suma, foi criada uma lembrança de uma visita àquele lugar com você na minha cabeça. E me peguei pensando nos lugares que você tanto gosta, tanto admira a beleza. Admiro muito as pessoas que, de um jeito muito simpático, formam-se como exemplos de personagens típicas com características fortemente marcadas; no seu caso, dignas de respeito, de um bom ouvido, de bons minutos com pijama na mesa da cozinha à luz de um café com leite num copo de acrílico, ou de uma segunda fatia de pão acompanha de mais um casaco, naquele friozinho do inverno constante da serra, só para poder ficar mais tempo quando me perguntava "Ei, menina, já tomou café?".
E chegamos ao fim da jornada. Sem dúvida, foi uma jornada linda.
Ao contrário do que dizem os filmes, podemos, sim, recordarmo-nos das histórias de pessoas assim sem sentir tristeza. Devemos contar os bons momentos, as boas recordações e aprendizados, enquanto vamos confortando nós mesmos, nos ensinando a viver à ausência. Devemos, às vezes, lembrar do Lenin, com suas verdades desenvolvidas a partir do ato de mentir, ou do Goebbels, acreditando no poder de uma propaganda nos momentos pertinentes e guardar tudo como boas recordações em um grande cofre da vida. Meu cofre deve aumentar sua aura de encantamento a cada dia, a cada investimento ou ação que me faz valorizá-lo.
Sei também que meu subconsciente recordou-se de você em várias situações do último dia - como vai acontecer para sempre - e foi um ótimo gatilho para, finalmente, eu realizar um esforço consciente e deixar algumas palavras aqui.
 Tenho poucas e muitas crenças, variando de acordo com o ponto de vista, mas tudo o que aconteceu nas últimas semanas me ensinou que não devemos ter medo, muito menos de partir, pois acredito que não me incomodaria se passasse mais um tempo conversando com você.
Todos os momentos importantes levam a reflexões. A partir do pensamento de um querido, acredito que devemos viver para os momentos que nos fazem felizes e para este tipo de pessoas. No fim, tudo pode ser efêmero, e às vezes merece ser.


sábado, 10 de agosto de 2013

Ao conforto das cortinas e dos pés machucados

~AwesomeTeens~ | via Facebook
Retirada daqui
(Não sei a data certa da escrita deste post)
Uma coisa é certa: a escrita deste post seguiu sua lógica para com a leitura de muitos livros, filmes e músicas, aquela que não a deixava acabar um livro nunca, ou que a fazia desistir quando faltavam 45 minutos de filme (o último havia sido "Blue Valentine"). Aquela lógica a levava à digressão impaciente, a uma cachoeira de palavras que estavam com saudades das cataratas e a perturbavam com aquele som gostoso. Cada começo de pensamento possuía um som ágil, claro e calmo que a fazia tornar, retornar, mudar ao raciocínio dos outros, daquele excesso devido a uma parte que estava adormecida há algum tempo. É válido lembrar que o texto foi deixado à própria sorte sorte e desordem antes de conhecer alguma organização. Escrevia, lia outra coisa, outra música, outra foto, outra comida. Sentia-se bem à companhia do teclado e cama macios.

Quando a ausência é a falta, é um sentimento...
Quando a ausência é a falta: é um sentimento
Quando a ausência é simplesmente falta, apreendida como um sentimento
Quando a ausência é um sentimento de falta.
Deixemos as divagações à parte, a doce ambiguidade gramatical, desta vez, literalmente, tornava a visitá-la através daquela: a função de advérbio estava deslocada, então uma vírgula a separaria do sentimento. Dava início a um texto outro que ainda explicaria o porquê da falta ser um sentimento. E aquele gostinho amargo de vírgula entre o predicado e o tal sujeito não ocorreria.
Poderia ser, também, que a frase já tivesse findo, e que a ausência como falta compusesse um sentimento, ponto; definido intransitivamente.
Ela não compreenderia isto mais tarde.

Você não espera que sua vida siga o roteiro de um filme, porém os assiste. Não tem expectativa de um romance perfeito e sincronizado, mas adora assistir a uma comédia romântica. Sabe que aquela combinação romântica largamente vendida pela indústria cultural não transcende, é uma receita para vender e prender nossos sorrisos e olhos na maioria das vezes. E, assim, aqueles filmes artísticos vão sendo dispensados.
Você acha que a violência pesada dos filmes, às vezes picaresca, é apenas uma narrativa catalisada por testosterona, mas fecha os olhos a cenas de violência no seu dia a dia e se nega a acreditar que a violência é pior na realidade. Contudo, você costuma rir; é como se, de alguma maneira, grafasse o desenho do que estava se passando.
Apreciamos a ilusão e as receitas prontas. Não é à toa que nem todas as pessoas não gostam da gastronomia experimental.

Que saudade, este teclado realmente é macio e sente minha falta à noite. Tanto precisava de ser retirado, descrito, descomplicado; um mês havia passado a cada dia, no entanto, as palavras haviam caído no ostracismo. Finalmente, hoje se achava no conforto do isolamento de suas cortinas com um pouco de paz.

A imaginação a fazia valorizar aquele momento mais do que nunca, com suas roupas confortáveis e as meias na metade do pé. Havia um machucado, que infelizmente ainda não era uma bolha, o qual fazia seu pé doer por inteiro. O pensamento centrado na razão, porém, pensava em bons momentos, boas risadas, em detrimento da pele de seus pés.
Não era tão boba: estava tentando amaciar os sapatos naquele dia em que não se importaria de fazê-lo, então percorria as consequências - que poderiam levar ao abandono dos sapatos - hoje. As quase bolhas a lembravam daquela noite e deveriam fazê-la reforçar as lembranças e o valor de encontros fraternos.

domingo, 14 de julho de 2013

Vá dormir

Sentia tanto medo ultimamente. Medo de que esta dor de cabeça tricampeã não passasse e medo da estagnação do desagradável. Tantas vezes tinha vontade de abrir mão de bastante do importante em troca de recomeçar a vida em outro lugar. Força para mudar ela tinha, porém seria uma demonstração igualmente grande da fraqueza perante a vida.

Necessitava de alternativas: ainda realizaria grandes coisas; agora, não. Seriam fases e etapas. Seus olhos transpareciam a tristeza, a angústia e a dúvida simplificadas como um sentimento. Perguntaram-lhe o porquê daquele. Ocorre que, como todos os sentimentos, ele intensifica-se quando descrito e torna-se pior quando lhe descrevemos cenas relacionadas. Não é agradável. Não havia como simplificar também. Seu próprio desabafo poderia durar uma noite sem, contudo, ser transmitido adequadamente; muito menos, sanado. Era inútil, apesar de a utilidade não estar em questão aqui.

A pergunta certa era sobre o porquê da felicidade. Ela sempre existe e merece ser enaltecida a todos os que percorrem dificuldades - concebidas - infindáveis. Todos vivem, nem todos vivenciam, nem todos sentem à maneira adequada. Nem todos sabem o que é adequado.

Por ora, apenas, desejava desesperadamente algo que lhe desse mais paz de espírito e sanasse dor de cabeça. Como tudo o que é paliativo nela, esperava que sua cama produzisse, ao menos, uma cura momentânea. Era um começo ótimo. Tudo tratava-se de um começo.
- Por que tanta incompletude?
- Todo começo é incompleto. Você sabe que o câmbio se deve ao ponto de vista.

Retirada daqui

terça-feira, 18 de junho de 2013

Emoção ou tpm?

Escolhia aquele que a melhor representasse em circunstâncias específicas; na verdade, era uma idealista, alguém que se angustiava constantemente devido à impotência para mudar as coisas. Respirava, ouvia os outros falando que era tola, chorava por dentro e seguia em frente.

Era de apreciar muito a emoção em pequenos gestos e atitudes, em pequena quantidade e que lhe significavam muito: o desejo de mudança de apenas um adulto conformado, ou a perspectiva de uma infância diferente hoje; estes a fariam perder a noite sorrindo ao ver seu mundo utópico e idealista, menosprezado pelos conformistas e assassinos de opinião ao seu redor nesta manhã, mais próximo do que esperaria ontem.

Sim, querido pathos, ela se sentia feliz hoje porque, de alguma forma, aproximava-se de tudo aquilo o qual os adultos - em espírito - nos diziam ser impossível. Um abraço, um sorriso, um apoio: qualquer coisa sempre era válida sempre. Sempre, enquanto não conseguia ir a outros lugares em busca de ensinar e sanar a fome de outrem, faria como uma velha e prezada conhecida lhe diz: começaria a resolver os problemas de sua própria família.

Que a noite não dure tanto, mas que sua beleza e calma perdurem ao longo do dia.

Foto retirada daqui

sexta-feira, 31 de maio de 2013

À maneira dela

Me desculpa. Me desculpa por todas as próclises erradas, por tudo aquilo que a gramática normativa não merece, nem poderia apreciar.
Tomava decisões, as mais silenciosas, visando à sua preservação. Procurava respeitá-la à melhor maneira possível hoje; assim, outros poderiam ser felizes àquela luz própria.

Imagem retirada daqui

sábado, 20 de abril de 2013

As palavras

As palavras, então, entalaram. Cada uma delas, pequena ou naturalmente grande, adquiria uma dimensão suficiente para se tornar árduo enunciá-las; elas eram pesadas, impediam sua comunicação e expressão. Tornava-se amiga do silêncio à procura daquelas que lhe fossem amigas; igualmente, porém, tornava-se amiga daquilo que impedia o silêncio.

Havia, também, de escrever sobre outras palavras. Estas necessitavam do pensamento forçadamente direcionado a aspectos não naturais aparentemente.
As palavras criavam diariamente um novo mundo

terça-feira, 9 de abril de 2013

Outro pedido

Imagem retirada daqui


Por favor, pare de ter tantas expectativas exageradas e exageradamente pessimistas sobre outrem. Tente encontrar uma fresta de brilho que valha o seu dia; aprenda a viver por si mesma, de maneira independente.
Por favor, não faça sua felicidade depender das minhas ações; isto é extremamente cansativo para mim assim como para você, decepciona-nos a cada momento muito mais do que uma ênclise inesperada.
Por favor, não espere tanto; não espere nada também. Imagine e espere pouco, aja mais, aproveite mais as pausas na sua respiração: aproveite o que, imperceptivelmente, estas lhe proporcionam.
Que você do futuro tenha mais paz interior, menos escapismos, menos manipulação, menos palavras proferidas à brisa, mais intensidade, mais satisfação, mais vida. Que venham dias melhores.

domingo, 10 de março de 2013

Contradições e confusões a serem ordenadas

Imagem retirada daqui
Rever, escrever, organizar! Até onde vai o livre arbítrio?

Perguntava-se qual a razão... A vida, de fato, era como um cubo mágico no qual seu maior objetivo era tornar mais da metade do número de faces arrumadas; a desordem nos fazia ir em frente, nem que fosse pelo senso comum ou uma força de coerção social, porém havia uma razão maior para hoje?

Enquanto lia um texto a respeito desta coerção atuante em formas de crenças e regras a que todos obedeciam de maneira forçada ou não, angustiava-se a respeito do livre arbítrio. 
Se o homem era eternamente responsável por suas ações, pois estava condenado a ser livre na lógica de Sartre, como o cerceamento desta condenação podia ser pior pena? Pois era. Auxiliando esta lógica, encontramos outra a qual nos diz que a educação de uma criança é o ato de ensiná-la coisas as quais não aprenderia espontaneamente. Calma!

Sim, parece óbvio que fazemos este curso sobre a sociedade enquanto novinhos da mesma maneira que frequentamos escolas e faculdades para aprender algo; porém ocorre que este primeiro curso não decorre do livre arbítrio - ao contrário dos outros- e a partir dele nos tornamos aptos a seguir todas as demais regras, pensamentos e hábitos usuais socialmente.

Até aqui, sem problemas se pensarmos que uma criança não tem a consciência tão formada. Mas e se tiver? E se esta educação forçada - assim como inúmeros fatos sociais a que estamos acomodados - fosse uma das razões de demorarmos tanto tempo a atingir a maioridade kantiana: caminharmos conscientemente como causa de nossas ações?

Parece incompatível observar o aspecto social no qual, sob um olhar estatístico, obedecemos a fatos sociais e agimos sempre de acordo com um comportamento, bem como o individual, pelo qual sentimo-nos ordenadores de nossos pensamentos e ações. No entanto, de maneira comum neste cubo mágico, sabemos que as contradições se complementam.

Não bastava a sociedade, comportamentos e sensações especificas também nos influenciam fortemente; sim, nos influenciam, mas nunca nos impedem de tomar ações, talvez apenas as éticas e companheiras. Então impedem?

 Tratava-se de um jogo de constante angústia: a culpa não era sua, sempre seria minha devido à liberdade; enquanto sua presença ao lado de sua angústia pessoal ocupava parte de meus pensamentos. Dela, seus, meus em todos os aspectos digressivos e indireto-livres presentes aqui.

Além do social, havia o aspecto fisiológico. O mal estar também atuava como cerceador de livre arbítrio.

Era forçoso compreender que tudo não estava sob seu controle, a causa aqui era externa e independente.

Pensamentos e conversas sempre haviam sido a maior representação do real para ela. Não importava o que acontecia, enquanto pensávamos, refletíamos e tirávamos conclusões valorosamente; os acontecimentos tratavam-se da contribuição mais forte para esse material de pensamento.

 No fim, tudo seriam memórias, ou seja, pensamentos construídos a partir dos mais valorosos momentos e companhias. A influência do livre arbítrio na formação daqueles não importava nesta atual digressão.

sábado, 9 de março de 2013

Por que motivo...

Por que, quando pensava na ação que estava realizando, esta se tornava tão mais difícil?
Quantas coisas fazemos com execlência, no dia a dia, sem pensar? Quantos erros corrigimos automaticamente? Quantos erros são executados com perfeição?

Muitas vezes, como agora, devemos, precisamos parar de pensar. Quantas vezes nos negamos? Quantas vezes devíamos pausar aquela música que desmotiva pensamentos valorosos?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Brainstorm

     
Créditos ao Humor inteligente
Começava a se acalmar da tempestade cerebral que a percorrera. Claro, após aquela turbulência, qualquer sinal de silêncio seria percebido como o auge da calmaria sentida em uma canoa no Pacífico.

Era certo que havia mudado seus valores e convicções nos últimos tempos, porém não se tratava só disso. Sua mente, que uma vez aberta não voltaria a seu tamanho original -copyright Einstein-, havia lhe ensinado a pensar a longo prazo e reprimir impulsos enxergando consequências verdadeiras para suas ações, apesar de ela ser, ainda, a defensora de aproveitar cada momento com aquilo que mais nos agrada.

Aproveitar o momento a fazia desejar que os próximos dias fossem percebidos em cada segundo e suspiro, nem que, para tal, suas noites de sono fossem menosprezadas. Pensar a longo prazo a consolava sobre aquela turbulência vespertina, a qual foi facilmente esquecida quando a outra surgiu.

A segunda servia como critério de dúvida e valorização para algo, já decidido, que a perturbava antes; além disso, demonstrava que a primeira não tinha fundamentos e merecia ser deixada à espontaneidade do acaso; nós deveríamos aproveitar esta sorte incerta.
Finalmente, a dúvida turbulenta era ótima porque, exatamente agora, a fazia gostar daquela decisão antiga, já tomada.

Não, talvez não tenha havido alguém mais desesperado indecisamente do que ela naquele dia. Hoje podia se declarar como extremamente indecisa, uma vez que era a primeira vez que sua indecisão sobre suco de laranja ou sunday atingia um campo de grande importância.

Sim, considerando que tudo acontece por um motivo, essa turbulência foi boa para que, se a decisão das últimas horas fosse a definitiva, sua vivência futura fosse muito valorizada, pois haveria sido extremamente fundamentada e, novamente, sobrevivido a um critério de dúvida.

Com a calmaria atual, parecia deveras distante e improvável a existência daquele seu nervosismo anterior, quase como um sonho ou filme assistido há muitos anos; a sensação lhe era comum após momentos desagradáveis.

Ainda assim, estava incerta; de qualquer jeito, a incerteza, curiosidade e insatisfação eram motivos para seguir em frente.
                     

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013


Se falo e ajo estranho ou engraçado, não se preocupe: há infinitos motivos para isso acontecer e, felizmente, algo de vida em mim. Comece a se preocupar caso haja normalidade sempre; então questione a mim, e talvez a si mesmo, onde teriam escapado as motivações.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Por si só e no trabalho da ambiguidade


Imagem retirada deste endereço

Alivio. Sim, hoje escreveria sobre algo o qual merece ficar a salvo da descarga, ao contrário do resto, sobra ou excesso, aquele que jogamos no lixo ou enviamos à descarga a fim de limpar, fazer assepsia e clarear a casa da mente.

A ocorrência efêmera clareava tudo por si só e tirava atordoantes sacos de areia pesados das suas costas: os pesos que a angústia e dor lhe causaram. Era um descobrimento no qual o ato de descobrir, por si só, a descobria de pesados mantos.
 Este algo, também, não deixava de ser uma singela descarga de ideias e sensações.

Tratava-se de uma das mais diferentes e interessantes formas de felicidade; não era um pseudo ou modesto alivio - aquele da cultura popular: "que alívio, eu não engordei" -, era intenso, maravilhoso! Na verdade, talvez a palavra certa sequer fosse "alivio"; a moça, talvez, criasse um novo vocábulo para esta sensação em breve.

Deitou-se, tudo parecia mais belo: as lâmpadas se encarregaram de aumentar a potência, enquanto as paredes de seu quarto ganharam um tom sombreado, emoldurando a cena. Ao colocar os pés sobre o colchão, este cuidava de dar leveza a seu corpo, desfazer os sacos e transformar os mantos para o frio no manto de um gastrópode que sentia a brisa e a leveza da mente que o criava.

Sentia sono, porém, no momento de escrever; seu subconsciente desejava intensamente levá-la ao novo objeto que viabilizava gastrópodes e pessoas flutuantes sem peso nas costas...
Boa noite.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Na tendência de permanecer como está

Provavelmente, quando suas palavras e pensamentos tinham consentimento - o próprio ato de redigir - para se tornarem públicos era porque ela tinha uma esperança íntima desesperada de que alguém as lesse, compreendesse, replicasse ou mudasse de comportamento. 

O objetivo era em si mesmo e simples: tornar literais alguns pensamentos. Acontecia, porém, que não se sentia preparada para que fossem lidos e sentia-se bem na zona de conforto do anonimato e do desconhecimento; ela mesma temia, por vezes, a linha de raciocínio que era capaz de tomar.

Por volta de hoje, sentia que estava preparada para que alguém as lesse, afinal passado é pretérito - passado é passado...e finalizado no término do seu ano - de modo que qualquer opinião manifestada não iria interferir em sua, já passada, necessidade extrema de equilíbrio. Além do mais, tratavam-se de pensamentos sobre situações que não ocorriam no presente, que talvez não fizessem sentido a ninguém hoje.

De qualquer maneira, o acaso teimava em ajudá-la, ou em obedecer à inércia newtoniana estupidamente ideal.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Ano novo

C'est la | via Tumblr
retirada daqui

Sentada à janela, observava uma pipa e inquietava-se..."O mundo é como você o enxerga" (Anais Lima) sempre fora uma de suas citações prediletas e que, em noventa porcento das ocasiões, melhor a representava; era um dos motivos pelos quais apreciava tanto dias ensolarados e bonitos. Quando sua mente clareava, nuvens se afastavam, a visão desembaçava.

Inquietava-se de uma maneira particularmente suave e feliz. Disseram-lhe que havia passado algumas horas naquele silencioso diálogo da observação, como se controlasse os suaves movimentos daquele cenário. Uma pipa a obedecia - a movimentos ordenadamente helicoidais - ; às vezes, subia mais; outras vezes, descia. A sombra de três pessoas caminhava na rua, o casal fazia as pazes e se formavam duas sombras diferentes. O amigo os acompanha.

A pipa içava voo alto; aos olhos mau treinados, parecia que iria se prender a um fio, porém sabia o que fazia.

Ainda demoraria a processar e a aproveitar a nova realidade de pensamentos; de qualquer jeito, seu ano - o nascimento de um semblante mais leve - começava agora.