terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Paralisia manu-mental

O medo começava a paralisá-la. Não conseguia se concentrar, parecia não saber raciocinar; teimosamente, cria que tudo era difícil e evitava ao máximo confrontar seus objetivos. Estava muito insegura para com o desafio maior e parecia ter medo até mesmo de treinar para ele.

Era necessário adquirir coragem, abraçar o fracasso antes da batalha: só assim não se preocuparia e talvez conseguisse a chamada concentração. Tivera-a até pouco tempo, porém, agora, parecia-lhe sonhador demais acreditar em suas virtudes, seus talentos e seu conhecimento.

Parecia normal se sentir tão paralisada por si mesma...Tudo tornava seus músculos pesados, sua mente permanentemente sonolenta, adormecida, sem saber qual paralisia viera primeiro: a mental ou a física. Quando tomaria consciência e retomaria as rédeas de sua mente, de seu corpo?
Teria que parar de valorizar este tal medo o qual é tão, inconsequentemente, menosprezado por aí.

Close da pintura "O grito"- Edvard Munch