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Alivio. Sim, hoje escreveria sobre algo o qual merece ficar a salvo da descarga, ao contrário do resto, sobra ou excesso, aquele que jogamos no lixo ou enviamos à descarga a fim de limpar, fazer assepsia e clarear a casa da mente.
A ocorrência efêmera clareava tudo por si só e tirava atordoantes sacos de areia pesados das suas costas: os pesos que a angústia e dor lhe causaram. Era um descobrimento no qual o ato de descobrir, por si só, a descobria de pesados mantos.
Este algo, também, não deixava de ser uma singela descarga de ideias e sensações.
Tratava-se de uma das mais diferentes e interessantes formas de felicidade; não era um pseudo ou modesto alivio - aquele da cultura popular: "que alívio, eu não engordei" -, era intenso, maravilhoso! Na verdade, talvez a palavra certa sequer fosse "alivio"; a moça, talvez, criasse um novo vocábulo para esta sensação em breve.
Deitou-se, tudo parecia mais belo: as lâmpadas se encarregaram de aumentar a potência, enquanto as paredes de seu quarto ganharam um tom sombreado, emoldurando a cena. Ao colocar os pés sobre o colchão, este cuidava de dar leveza a seu corpo, desfazer os sacos e transformar os mantos para o frio no manto de um gastrópode que sentia a brisa e a leveza da mente que o criava.
Sentia sono, porém, no momento de escrever; seu subconsciente desejava intensamente levá-la ao novo objeto que viabilizava gastrópodes e pessoas flutuantes sem peso nas costas...
Boa noite.

Gostei desse texto ^^
ResponderExcluirA versão anterior também era tão boa quanto essa ><