domingo, 27 de outubro de 2013

Estações

É a vida. Ensinou-me uma mensagem, deu dever de casa e partiu a levar o que restava e havia se transformado de e em mim a outra estação; as palavras proféticas de sua mãe vestiam-na bem aqui: a maior mudança nela era apreendida agora, hoje, temporalmente um ano depois. É um aprendizado muito fácil o de ter consideração, mas bem difícil o de perceber que, com pessoas compromissadas com a vida, ou se entra integralmente no jogo delas, ou não se brinca. Sinceramente, esta era uma definição que devia aplicar para com qualquer pessoa.

Cada um que passa em nossas vidas deixa sua marca, sua assinatura e, às vezes, não compartilha o trem até o fim; outras, voltamos algumas estações e nos reencontramos, ou apenas avistamos o trem daquele próximo. É interessante, mesmo, quando compartilhamos a viagem apenas através das transformações mutuamente provocadas, enfatizando a relevância da parada naquela estação. Acima de tudo, devia agradecer a vida que os amigos lha proporcionavam através de sua presença - física, emocional ou em seu próprio comportamento. Amava-os todos; deveria, também, amar si mesma.

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