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| Tentava decifrar o indecifrável, a começar por ela mesma |
Tanto passara-se pela cabeça dela: súbitas certezas, determinaçao, fé, otimismo e questionamentos sobre o objeto de sua fé, inseguranças, medos. Ela, moça barroca, temporária indecisa eterna, atenuava o senso comum, incompreendia certas atitudes, via soluções e buscava ajudar, até o momento em que o antecedente da sua próxima crise de insegurança aportou.
Neste dia, o viu fatigado, com preocupantes rugas de repúdio, repúdio à conjuntura, ou seja, a si mesmo. Ele que questionava incoerências como ela, desprezava o senso comum e era, em potência, dúzias de vezes melhor do que a moça. Infelizmente, suas dúzias eram feitas da matéria mais vulgar: fragilíssimos ovos. Alguns haviam se quebrado pela mesma tempestade a qual faria os ovos da barroca racharem-se futuramente. Ela, porém, não havia compreendido o sinal do temporal e apenas o fitava tentando decifrá-lo...