domingo, 15 de março de 2026

Reflexões após uma massagem relaxante

A catarse. 

Banho de imersão. Que sensação boa. Qual será a melhor forma de aproveitar? - ela não me deu instruções. Quantos minutos ainda tenho? Como faz para esfriar a água? Quanta espuma! - poderiam ter perguntado o nível de espuma que eu queria.

A massagem foi agradável. Senti que relaxou várias partes do corpo, mas os ombros ainda estavam doloridos. Não sei se tensos, ou doloridos pela pressão executada para aliviar a tensão. Sentia que precisaria de mais uma massagem para eliminar totalmente a tensão dos ombros. Tirei o carro e comecei a dirigir até em casa. O pôr do sol estava bonito. Chorava e ria, chorava e ria. O que estou fazendo da minha vida? Por que estou me permitindo ficar tão tensa? Mas a culpa não é minha, é uma reação do ambiente. Ria e chorava...e pensei que precisava fazer algo. Não podia continuar assim.

Sobre o trabalho.

A empresa precisa mais de mim do que eu preciso dela. Limites precisam ser impostos

  • Irei alocar mais tempo aos projetos do que eu de fato irei utilizar
  • Farei uma pesquisa de clima semanal para estar alinhado com o meu plano de me tornar liderança em outra empresa
  • Buscarei alguém que possa atualizar o portfólio por mim. Uma pessoa de front que tenha mínimas noções de escrita e design. Estou disposta a pagar por isso, a pagar pela minha paz.
  • Vou adicionar os Behances da empresa ao LinkedIn
  • Irei baixar todos os trabalhos que fiz para a empresa, para montar o meu portfólio. Mas eu mesma não organizarei meu portfólio - ao menos não sozinha
  • Agendarei massagem relaxante mensal
  • Terei um momento relaxante todos os dias. Yoga, deitar com tampão de ouvido, banho à luz de velas, o que seja.
  • Vou terceirizar a melhora do comportamento da Luna. Ela precisa voltar ao adestramento. Será que devo comprar um enforcador de metal?
  • Depois da consulta com a veterinária, vou investir dinheiro no que ela recomendar, da forma que ela recomendar. Não vou gastar esforço mensal reavaliando a opinião de uma profissional
  • Preciso encontrar uma forma de almoçar com as notificações do celular silenciadas. Talvez almoçar sem o celular por perto? Talvez usar o celular do banco para o trabalho? Ou simplesmente criar o hábito de silenciar nativamente pelo celular na hora do almoço. 
  • "O cliente é importante... É urgente. Preciso disso agora!". Respeitosamente devo discordar. Ninguém vai morrer; minha carreira não salva a vida de ninguém - talvez só a vida dos capitalistas donos da empresa, talvez salve só a mais-valia, e o lucro às custas da minha saúde, lágrimas, suor e ranger de dentes.
  • Eu trabalho para mim mesma. Tudo o que fizer será pensando no meu próprio portfólio e no objetivo profissional de sair da execução e mudar de empresa.

segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Pra dar nome às coisas

Saiu o diagnóstico. TDAH. 3 semanas depois, autismo confirmado. “e agora, como vai ser?” — perguntou minha amiga. Isso não muda quem eu sou, mas espero me validar mais a partir de agora e impor mais limites.

Sigo sempre em um processo de aprendizado sobre a auto-compaixão. Abri um post no reddit sobre quais foram as melhores acomodações que as pessoas tiveram depois do diagnóstico. Uma das respostas dizia: “auto-compaixão”. Eu já comprei o cobertor pesado que estava de olho, ando pensando em comprar um pijama mais confortável e quero muito fazer minha tatuagem de girassol. Mas todas elas são coisas. Não vai mudar nada se eu não me permitir pausar muito antes do esgotamento, da enxaqueca, ou de qualquer mal estar. So quem pode oferecer essas coisas para mim sou eu mesma

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Antes e depois da medicação: 2 meses

Fui resistente a tomar medicação psiquiátrica muitas vezes, mas desde o ano passado me permiti tentar. Não tive sucesso até que, neste ano, sob a justificativa de tratar a migrânea vestibular, concordei em tentar outra medicação. Após uns 3 dias de medicação eu senti um calor, um conforto, uma paz no coração que não me lembro de ter sentido antes na vida. "Para você ter sentido esse benefício tão rápido, é porque a sua serotonina estava muito baixa", me disse a Carol.

Em algum momento, vou parar a medicação. É fundamental que eu entenda as mudanças de comportamento que estou tendo nesse período, para que consiga perdurá-las sem a medicação.

De uma forma geral, atualmente eu me sinto com mais clareza e força para pensar. Sinto que o meu lado racional não fica imerso em emoções que me impedem de agir conforme a razão. Eu penso, sinto emoções negativas e preocupações, mas consigo agir conforme a minha decisão e deixar o sentimento ir embora. Parece aquela técnica de mindfulness "oi, sentimento, obrigada, sentimento, tchau, sentimento". - com a diferença de que eu conheço a técnica há quase 10 anos, mas só agora a vivencio; e olha que nem preciso pensar na frase para conseguir agir assim, ela simplesmente acontece.

Sinto que o trabalho que venho fazendo há anos na terapia agora tem a força necessária para ser colocado em prática, justamente porque minhas emoções não estão me sabotando. Meu sistema nervoso está imerso em outros neurotransmissores e tenho a oportunidade de criar novos padrões mentais.

Alguns momentos me marcaram quando percebi que tive um pensamento equilibrado, que não aconteceria se eu estivesse imersa nos neurotransmissores do passado:

1. Trabalhei alguns dias até mais tarde para organizar os preparativos para um teste de usabilidade. Em uma sexta-feira, tive dificuldade para acordar, não tinha reuniões pela manhã, somente a daily e a aula de inglês. Comecei a amadurecer a ideia de ir à academia no horário do trabalho. Tomei a coragem de não somente ir à academia no horário do trabalho, mas avisar meus colegas sobre essa decisão. Era o mais certo a se fazer e eu tinha a oportunidade de dar o exemplo: era importante compensar as horas trabalhadas. Se fosse no passado, o medo de ser julgada por não ter trabalhado teria me impedido de tomar essa decisão, ou talvez eu teria ido à academia, mas as emoções ficariam me perturbando e eu não conseguiria ter aproveitado tanto o momento. Este foi o dia em que senti um calor no peito pela primeira vez por ter me priorizado.

2. Comecei a fazer os exercícios da fisioterapia de reabilitação vestibular. No primeiro dia fazendo a atividade em casa, percebi que eu enxergava uma mancha escura quando mexia a cabeça. Fiquei preocupada, pensei em pesquisar no Google, mas decidi que não iria fazer isso, porque certamente ia aparecer alguma doença preocupante e a ansiedade iria aumentar. Decidi esperar e relatar para a fisioterapeuta na sessão seguinte. Controlei a vontade e não pesquisei até hoje (e contando). Na sessão, ela explicou que o sintoma poderia ser pela fraqueza muscular quando um dos olhos não acompanhava o movimento e o outro sim. Disse que ficaríamos acompanhando e poderia me recomendar passar em consulta oftalmológica depois, caso continuasse. Ela me perguntou se eu percebia dupla visão e disse que não. Talvez isso aconteça em alguns movimentos, mas estou em paz. Acho que descobri uma habilidade nova.

3. Antes das férias, havia tirado o day-off com a intenção de arrumar as malas. A bateria do celular abaixou, decidi jantar com o Gui na av. Paulista e chegamos tarde em casa. Não consegui fazer as unhas, as malas não estavam prontas, nem a auto-irrigação das plantas. Decidi que não iria me estressar fazendo as malas, porque eu já havia escrito quais itens eram essenciais (caros) e não poderia me esquecer, como o alinhador, o choquinho da fisioterapia e a câmera fotográfica. Eu costumava ficar hiper-vigilante para preparar as malas porque não queria me esquecer de nada, queria ter tudo sob controle. Fazia listas, anotava enquanto preparava a mala, checava novamente, e ficava ruminando se havia me esquecido de algo. Mas essa preocupação excessiva fazia com que eu não entrasse em um estado de relaxamento antes da viagem. Conversei comigo mesma e expus o seguinte pensamento para o Gui (e especialmente para mim mesma): tá tudo bem esquecer algumas coisas. Se precisar, eu posso comprar na viagem: calcinhas, chinelo, shampoo e até biquini. Dá para resolver a maior parte das coisas que posso esquecer sem grandes prejuízos. E esse será o meu mantra organizando a mala antes das próximas viagens.

4. Quanto tenho um problema ou desafio, consigo analisa-lo e pensar em uma solução sem ficar presa aos desafios decorrentes do desafio principal, sem ruminar. Na viagem, soube que tinha bicicleta para emprestar no prédio. Não oferecia capacete ou cadeado e eu não sabia se tinha ciclofaixa no caminho todo. Fui para a praia e comecei a pesquisa no chat GPT. Descobri que tinha ciclofaixa até a Ponta do Seixas. Prestei atenção seletiva ao meu redor e vi uma moça deitada na areia ao lado de uma bike - pensei comigo mesma "dá para descansar na areia mesmo sem ter o cadeado para a bike. Passou algum tempo e vi outra moça pedalando na areia próxima ao mar. "Será que pode (pelas leis de trânsito) pedalar na areia?". Novamente o GPT me ajudou e disse que não havia restrições para isso. Senti o sol ardendo e soube que não era um bom momento para pedalar. Olhei o índice UV por horários e decidi que sairia por volta das 14h, com o sol um pouco menos forte. Na viagem de uber, me informei sobre a ciclofaixa no trecho que estávamos. No meio do trajeto, me cansei bastante, mas encontrei também um grupo de vôlei da juventude patrocinado pelo comitê olímpico. Sentei na arquibancada; vidrada, assisti ao jogo da Bahia e Goiás. Cogitei terminar meu trajeto por ali, afinal era uma atração divertida, e estava com medo de voltar no escuro. Fiz a contas, calculei que dava tempo de ir até o final e voltar com um restinho de luz no ritmo que eu estava pedalando. Fui, tive dificuldade para encontrar o destino final, tomei uma fechada de um carro. A dificuldade para encontrar o destino final teria me feito chorar anteriormente. E a fechada teria me abalado de forma definitiva. Eu teria chorado e sentido as pálpebras pesadas, inchadas. Mas, nesse dia, eu agradeci pela proteção, pensei que poderia ter quebrado uma perna, mas não teria morrido. Me superei e cheguei até o final. Quando cheguei no flat, se fosse no passo, eu teria focado no negativo e repetido várias vezes os problemas que enfrentei ao conversar com o Gui. Mas olhei para o cenário do dia todo, com suas belezas, desafios e superações - e ocasionalmente mencionei a fechada. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Despedida da vó Anna

Como me senti

Tenho me sentido deveras cansada desde que soube da partida da minha vó Anna. Acordei atordoada pela ligação da minha tia por volta das 04h da manhã de sexta-feira, 10 de novembro de 2023. Inicialmente, achei que ela tinha ligado sem querer. Recusei a ligação. Ligou de novo. Conferi se o celular estava no modo “Sono”. Mais uma ligação. Eu disse “Oi” e a ela me pediu para atender porque a vó estava tendo uma parada cardíaca.

Foi traumático ouvi-la desesperada, esbravejando sobre a situação e minha mãe e pai. Atordoada, assumi a posição de acalma-la e assim continuei na convivência com minha mãe nos dias consecutivos. Deve ter sido por isso que eu não fiquei triste quando a ouvi no telefone. Fiquei atordoada, com dificuldade de saber o que fazer e irritada.

No velório, chorei pouco. Novamente, me vi sem entender se ainda estava anestesiada pelo personagem que eu estava vivendo, ou se era porque eu tinha pouco apego com ela - ou por ambos os motivos.

Segunda voltei a trabalhar. Ainda cansada, eu tinha consciência de que era importante ser leve comigo mesma. Voltei da academia pensando que iria fazer o mínimo - mas o problema é que o mínimo suficiente já era bastante trabalho, afinal eu estava no período de experiência e tinha muita carga de trabalho para entregar.

Na primeira reunião, já senti bastante vontade de chorar. Era difícil acompanhar o que estavam dizendo, meu raciocínio estava lento e eu me sentia cansada e triste. Deu o horário do lanche da manhã e eu estava sem fome, então não comi; almocei sem fome e pulei o lanche da tarde também pela falta de fome. Racionalmente, eu sabia que estava tudo bem. Vó Anna havia partido rápido, sem sofrimento, sem avisos - da forma como ela disse que faria, segundo o meu irmão. Mas ainda assim era difícil.

Eu queria ter feito uma visita sozinha a ela para ter tempo de qualidade e conversar da forma como conversamos algumas vezes em Teresópolis. Mas essa ideia só passou pela minha cabeça há umas duas ou três semanas atrás. Eu não tinha tanta consciência da fragilidade da sua saúde porque eu ouvia que ela estava mal há muitos anos, mas sempre que a via ela parecia bem.

Isso talvez aconteça porque minha vó era uma fortaleza, uma rocha. Dificilmente ela iria demonstrar que estava mal para mim. Ela reclamava com palavras, mas sua aparência física e a forma como engajava em diálogos sobre assuntos diversos da vida alheia fazia parecer que estava bem. Fazia parecer que minha mãe estava exagerando.

Parte do meu mal estar deve ser por não ter percebido a gravidade da saúde dela e por não ter vivido o momento de despedida. Minha mãe a viu na véspera e minha tia no domingo anterior à partida dela. Todos falaram que foi a despedida, pois ela tinha vindo da Itália. Pensei que ela poderia ter escolhido ir sem se despedir de mim porque eu não era importante, eu era "sem graça". Claro que esse pensamento não faz sentido, afinal ela também não se despediu do meu irmão e não acredito que tenhamos tanto poder de escolha sobre o momento da partida.

Os lutos sempre me fazem colocar a vida em perspectiva. Depois de ter passado a sexta-feira com minha mãe, a cadeia de traumas não intencionais passada de geração para geração ficou ainda mais clara e perdoável para mim. Senti tanta compaixão pela minha mãe. Tudo o que eu queria era vê-la sofrer menos e não deixar minha tia culpá-la. Eu queria defendê-la ao máximo e isso é uma manifestação de amor e de perdão.

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Sobre a vó Anna

Vó Anna tinha uma personalidade forte. Com atitude, sabia o que desejava, pensava e se impunha. Era firme consigo mesma, com as suas vontades e uma mulher à frente do seu tempo. Uma vez, conversamos sobre casamentos e ela me disse que não acreditava no sucesso de um casamento tradicional, dividindo cama, quarto e banheiro. E, dessa forma, casados, porém com a separação de espaço, ela viveu com o meu avô até o fim de sua vida.

Foi criticada e incompreendida. As minúcias do relacionamento deles não cabem a mim, nem a ninguém, mas esse é um dos exemplos do quanto ela fazia o que tinha vontade e vivia uma vida autêntica, com a personalidade dela.

Quando a conheci, não cozinhava. Dizia não saber cozinhar e comprava tudo pré-cozido no mercado. Até onde sei, não foi dona de casa, mesmo imersa na cultura machista do seu tempo. Dizer que não sabe cozinhar é a forma mais assertiva de não ser cozinheira para o restante da família.

Frequentemente curiosa e inteligente, gostava de assistir aos programas do History Channel e Animal Planet. Foi com ela que aprendi a gostar de ver documentários sobre o mundo animal: descobri que esse tipo de conteúdo alimenta a mente e relaxa. Quando eu era criança, a gente chamava de "TV bicho", e eu não gostava, pois preferia a programação infantil. Veio a adolescência, a vida adulta e passei a apreciar outros programas. Fico feliz que ela não tenha desistido de colocar o que gostava na TV; assim, eu pude conhecer os programas de que ela gostava.

Sinto saudades da época que a visitava e passava alguns dias em Teresópolis. Eram dias para desacelerar, olhar a vista e ter tempo de qualidade, assistindo a TV juntas ou cozinhando algo para ela.

Por muito tempo, ela foi exemplo de força para mim. Hoje eu troco força por outro adjetivo: firmeza, robustez. Firmeza de atitudes, estilo, opiniões, personalidade. Firmeza para saber se impor e não aceitar ser coadjuvante da sua própria vida.

Hoje eu sei que vulnerabilidade é força também. Aprendi que requer ainda mais força do que não demonstrar seus sentimentos. Ainda assim, mantenho a lembrança de força, no sentido de robustez, que a vó Anna me trouxe.

Nos últimos dias, de alguma forma, eu transmiti a robustez aprendida com a vó Anna para a minha mãe - e até para a minha tia. Com força (e vulnerabilidade), eu reconheço que preciso descansar e ser leve comigo mesma. Foi o mesmo que recomendei para a minha mãe. Talvez amanhã seja mais difícil ou tanto quanto foi hoje. O melhor que eu faço por mim mesma é me permitir sentir o que precisar e não me cobrar tanto pela produtividade.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Meu Grande Exemplo - Em Memória


O vô Luiz me ensinou muito sobre o bem-viver. Seu jeito leve de viver a vida, simples, paciente, amoroso, desejando só o bem e esperando o mesmo de outrem será para sempre minha inspiração. 

Não há como não sentir tristeza e saudade pela sua partida do plano terrestre. É a demonstração de que ele marcou a minha vida - e a de várias outras pessoas. Também é forte o sentimento de medo e desamparo; afinal, quem irá me acolher da forma incondicional e sem julgamentos como ele fazia?

Sou extremamente grata pela honra de ter convivido e aprendido com ele. Durante minha vivência, quero honrar a existência dele. As músicas e suas letras tem ajudado a diminuir a dor da partida.

Nesses dias de reflexão, eu me peguei a pensar que o espiritismo pode me trazer o acolhimento que ele me proporcionava. E que muito do que ele dizia foi aprendido com o espiritismo.

Até amanhã. Foi uma das últimas palavras que ele me disse em vida. Hoje eu entendo: até amanhã e até logo (no mundo espiritual).

Alguns trechos de músicas:

A vida é uma viagem (Eterna gratidão):

Nossa vida é uma viagem
Um constante vai e vem
Teremos o bom sucesso praticando sempre o bem
Até o fim da jornada

As conquistas quero ter
Sendo a mais almejada somente o bem promover
Promovendo só o bem
O sucesso é garantido
Podendo afirmar além
Valeu a pena ter vivido

Entendendo a Vida (Eterna gratidão):

No dia que nós nascemos
A festa do lado de cá
No dia que falecemos
A festa é do lado de lá

Pensando como os ateus
Isso é uma inverdade
Mas para o filho de Deus
Uma pura realidade 

Querendo o bem querer
Não devemos duvidar
Conforme estamos aprendendo
Nossa visão vai clarear

Haja mais compreensão
Dos fatos de nossa vida
E teremos outra visão
Da chamada outra vida

Existem duas vidas
Uma aqui e outra no astral
A daqui é um estágio
Da vida espiritual

Muitos estágios tivemos
Muitos mais ainda virão
E assim conseguiremos
A nossa evolução 


A Alegria (A Grande Conquista):

Minha gente, vamos sorrir
Que a tristeza é uma fria
Para um feliz porvir
Nos braços da alegria

Não importam as ameaças
Dos tutores da derrota
Nem interessam as trapaças
Metidas em nossa rota

Sabemos de experiência
Que o melhor é ser feliz
E agora a ciência também já assim o diz

Felicidade e alegria
São metas a conquistar
Na luta de cada dia
Para o nosso bem-estar

Não vamos tempo perder
Em que mera fantasia
E assim podermos viver
Com amor e alegria

Felicidade (A Grande Conquista):

A felicidade é uma planta
de cultivo singular
que somente se levanta
se alguém sabe cultivar

A Grande Conquista (A Grande Conquista):

Assim chegará o dia
Nessa grande eternidade
Conquistaremos alegria, paz, amor, felicidade

A Saudade (A Grande Conquista):

A saudade é a lembrança
que da vida foi guardada
se por a trazer esperança
sinal que seja apagada

...

Ela sempre nos anima
para reencontrar nosso bem

...

A saudade jamais cansa
e a queremos reviver

A Amizade (A Grande Conquista):

A amizade é coisa sagrada
no templo do bem querer
se ela então nos agrada
alegra o nosso viver
...

Uma vez realizada
a amizade pretendida
para nós será sagrada
para toda nossa vida

Quimeras Real (Eterna Gratidão):

Quem me dera que a saudade
Jamais me atormentasse
Mas que só a boa lembrança
Constante me visitasse

Quem me dera que a tristeza
Nunca me acompanhasse
E somente a alegria nossa vida
Breviasse?
...
Quem me dera que a harmonia
Fosse nossa companheira
Assim nossa vida seria
Sempre alegre e prazenteira

Depende sempre de nós
O equilíbrio conquistar
Já dizia nossos avós
Para com Deus caminhar

Assim vamos agradecer
Do fundo do coração
Para então merecer
Tão imenso...?

Humildade e grandeza (Eterna gratidão):


Humildade e grandeza
juntas devem caminhar
podendo assim com certeza
o progresso realizar
...
Humildade é grandeza
em seu conceito real

Vai e vem da vida (Eterna gratidão):


No vai e vem dessa vida
temos muito que aprender
o cansaço é na subido
o alívio é ao descer
...

Hoje é dia de partida
Amanhã será chegada
O importante nessa vida
Ela ser abençoada

Pensamento e amor (Eterna gratidão):

Pensando só no amor
E o vivenciando também
Nos despediremos da dor
Esse é o caminho do bem


Longevidade e ilusão (Entendendo a vida):


E não poderia ser
Ao menos a pessoa do bem
Que elas pudessem viver
Plenamente até os 100

Assim não haveria ilusão
Nem velhice abandonada
Existiria bem mais união
Com a família preservada


Somos espíritos em constante evolução para Deus

Não se aborreça, seja feliz

Recordando e vivendo (Recordar é viver):

Recordar é viver
O poeta falou
Recordando e vivendo pela vida eu vou
Vem dizendo a beleza
Que a natureza criou

Sem pesar nem tristeza pelo o que o tempo criou
Sem pesar nem tristeza pelo o que o tempo mudou

Andando com segurança
pelos caminhos da vida
desejando só bonança
sem esperança perdida

Vivendo discretamente
como a vida tem que ser
mesmo que modestamente
enaltecendo o viver

Amando e respeitando
como desejo pra mim
quero seguir conquistando
vitórias e amor sem fim

Agradeço ternamente
Todo o bem conquistado
Vivendo só o presente
Embora amando o passado

Amor, o bem maior (Recordar é viver):

Amor, palavra divina
Do sentido mais profundo
Embora tão pequenina
É a maior deste mundo

Quanto desapontamento
seria evitado
se esse nobre sentimento
fosse por todos lembrado

...

Quanta felicidade
desfruta aquele que o tem
não promovendo mal trato
e versando só o bem

O amor é o bem da vida

O melhor tempo é agora (Recordar é viver):

Muito se tem discutido

Sem nenhuma conclusão
Qual o melhor tempo vivido

?

Qualquer tempo é bem fazejo
No tempo da criação

Se aproveitarmos o ensejo
Em nossa transformação
Transformação de valores
com vistas a melhorar

pois trazemos os pendores
da herança secular
Convém nunca esquecermos
do compromisso assumido

para assim merecermos
ter o bem pretendido
Se alguém conservou
qualquer dúvida no ar

digo ontem já passou
e o amanhã vai chegar
Por isso digo sem demora
a quer o queira conquistar
o melhor tempo é agora
não vamos desperdiçar

Minha saudade (Recordar é viver)

Quando lembro que a saudade
uma dia já assustou
reconheço que em verdade
ela nunca maltratou

Muitas vezes procuramos
reencontrar o passado
de repente deparamos
aquele ser muito amado

Descobrimos em momentos
a maior felicidade
que não causa sofrimentos
aquela grande saudade

Para não termos tristeza
em nossas recordações
cultivemos só nobreza
em nossas ações

Amando sinceramente
a tudo e a todos também
guardaremos tão somente
lembranças de amor e bem

Meu sonho (Recordar é viver):

Muito tempo já passado
e muita luta vencida
agora estou acordado
este sonho é minha vida

À procura do Amor (O amor é a meta):

De aparência não me iludo
Nessa longa caminhada
Com amor a vida é tudo
Sem amor a vida é nada

Momentos felizes (O amor é a meta):

Vivemos sempre buscando
a felicidade encontrar
mas dela nos desviamos
não conseguindo alcançar

Passa dia, passa mês
vem semestre e vai ano
se chegar a nossa vez
só promessa desengano

Felicidade verdadeira
É difícil registrar
nos visita sorrateira
já na hora de voltar

Quanta espera frustrante
nas esquinas dessa vida

...

Felicidade aqui é ilusão
Temos momentos felizes

Garantindo o futuro  (O amor é a meta):

Desde cedo almejamos
bom futuro garantir
muito tempo demoramos
pro roteiro conseguir

Para início de conversa
muito dinheiro ganhar
na maneira mais diversa
o importante é acumular

Mas não devemos esquecer
Se queremos prosperar
não poderemos crescer
sem antes muito estudar

Precisamos descobrir
conforme nossa tendência
a profissão a seguir
com amor e competência

Um aviso insinuante
e o futuro assegurado
o trabalho mais importante
o que está sendo executado

Tudo isso é necessário
justo e primordial
mas no grande itinerário
vale a riqueza moral

O amor é a meta (O amor é a meta):

Quantos caminhos já trilhamos
E haveremos de trilhar
Já que procuramos
Fazer nosso amor brilhar
...
Tenhamos sempre em mente
Seja a distância que for
Para o ser inteligente
A grande meta é o amor

Caminhando (O amor é a meta):

Desde o tempo mais remoto
Que é me dado entender
Cada dia mais eu noto
Quanto falta percorrer

Nos milênios já vencidos
Nesse eterno caminhar
Roteiros foram escolhidos
Pra grande meta alcançar

Muita pedra nos caminhos
E empecilhos superados
Nunca estivemos sozinhos
Sempre muito acompanhados

Na luta do dia a dia
Que nos cabe por fiar
Venceremos com alegria
Se a ela nos confiar

Cada dia uma vitória 
Ou engano a lamentar
Porém nossa própria história
Teremos que realizar

Assim com Deus na vanguarda
Muito amor no coração
Com Jesus na retaguarda
O caminho da perfeição

Confiança (Novo Natal):

Nos embates dessa vida
em que a gente se lança
a conquista é conseguida
quando temos confiança

Se o obstáculo é robusto
e cansativa a jornada
o objetivo sendo justo
a confiança é premiada

Sem essa de confiar
Desconfiando em seguida
Para a vida valorizar
Confiança toda vida

Confiança é a postura
Daquele que quer vencer
Onde a boa criatura
Tudo faz por merecer

Assim vamos construir
de maneira triunfante
um presente inteiro porvir
verdadeiro e confiante

Esperança (Novo Natal):

Por mais difícil a subida
E a gente sempre alcança
Se mantivermos na lida
A força da esperança

Mas analisar convém
O que vamos desejar
Se não for...?
Não vale a pena pensar

Pois o pensamento é vida
E vida é pra bem viver
Se errarmos na partida
Nosso destino é o sofrer

De sofrer já entendemos
Não é coisa a pleitear
Tão somente o recebemos
Pra nossa conta acertar

Acertando a trajetória
para o bem realizar
com certeza a vitória
haveremos de alcançar

Com real entendimento
Lealdade e confiança
Nosso bom procedimento
Realiza a esperança

Humildade (Novo Natal):

Humildade é a virtude
que todos precisam ter
onde cada atitude
demonstre o bem viver

O respeito incondicional
aos irmãos de humanidade
seja um fato natural
para o reino de bondade

A bondade que buscamos
como sentimento primeiro
só há se encontramos
o caminho verdadeiro

O caminho assinalado
pelo mestre nazareno
quando esteve ao nosso lado
aqui no hordo terreno

Paciência (Novo Natal):

Tem nome de paciência
Virtude primordial
Demonstrar boa ciência
Quem viver seu ideal

Se queres eficiência
Marcando a tua lida
Mantenhas a paciência
Presente em tua vida

...

No enfrentamento sereno
De problema que demande
Com ela o grande é pequeno
Sem ela o pequeno é grande

Nos desafios da vida
Que tivermos de enfrentar
Paciência na saída
Até a vitória chegar

Sejamos então pacientes
Em todo nosso viver
Um futuro condizente
Certamente vamos ter

Perseverança (Novo Natal):

Felicidade e perseverança
São duas linhas paralelas
Desde que uma não desista
Há só um passo entre elas

Faixa 1 (Reencontro feliz):

Sonhar faz parte da vida
Não há quem não sonhou
Só tem a missão cumprida
Quem o sonho realizou

...

Agora estou avisando
Para bom termo chegar
Vamos sonhar realizando
Realizando a sonhar

Faixa 2 (Reencontro feliz):

A distância pouco importa
Quando o amor é de verdade
Pensamento nos transporta
A qualquer localidade

Seja longe ou seja perto
Onde esteja o ser amado
Venceremos o deserto
Ao estarmos ao seu lado

Aconteça o que aconteça
Haja aquilo que houver
Quando o amor nos mereça
Vamos onde ele estiver

Faixa 4 (Reencontro feliz):

Devagar se vai ao longe
Diz um dito popular
Mas alguém que corre muito
Não tem tempo de chegar

Se a gente percebesse
O mal que a pressa conduz
É provável só corresse
Em busca da própria luz

Quanto mal se evitaria
Na vida de toda gente
Se a inútil correria
Nunca estivesse presente

Não é nossa intenção
A moleza exaltar
Mas a nossa obrigação
O equilíbrio demonstrar

Assim devagar e sempre
Cumprimento com alegria
Desejando plenamente
Paz, amor e harmonia

Minha saudade (Recordando e vivendo)

Agora entendo

Que a vida dá muita volta

E aceito sem revolta
Minha idade chegar
Pois com ela há certeza
Que a vida é beleza
Respeitando a natureza
Para ela nos sustentar

quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Cores na meditação

É uma noite de quinta-feira chuvosa, levemente fria. O tecido do moletom aconchegava. Havia terminado o expediente mais tarde quando li um e-mail sobre a mudança no horário da aula de mindfulness; por começar uma hora depois, ia conseguir participar.

Hoje sei a importância de práticas desse tipo, tenho consciência de que é normal a mente divagar; o mais importante é trazê-la de volta para o foco de maneira carinhosa, compassiva. Afinal ninguém pode cuidar de nós melhor do que nós mesmas.

A professora anunciou que iríamos focar nos sons ao redor hoje. Minha primeira reação foi pensar que havia muitos ruídos desagradáveis - como os sons de escapamento de moto que ressoam quando me deito para dormir, os quais já haviam me levado a procurar empresas de janelas anti-ruídos -, mas me esforcei para manter a curiosidade e a abertura. Que tal enfrentar um dos meus inimigos do sono? Conhecer os ruídos mais a fundo?

Iniciamos focando no relaxamento do corpo. Senti que me entreguei e os músculos realmente relaxaram. Ao focar nos sons, no início, minha mente queria saber quanto tempo faltava para acabar. Há quanto tempo estávamos na prática? Abri os olhos e são 21h18...a professora também está com os olhos fechados; eu já fui melhor nisso...vamos continuar, falta pouco.

Ao levar a mente para focar novamente nos sons ao redor, novamente com os olhos fechados, minha mente foi além da privação da visão. Senti que a audição foi se ampliando, como se os sons estivessem em mim e ao meu redor. O peso dos olhos foi abandonado e comecei a ver um tom avermelhado e um pouco esbranquiçado. Eu sentia que tinha controle total do que estava pensando. Apreciei a sensação e, enquanto focava nos sons ao redor, a visão ia se tornando mais leve e dominada pelas cores. O corpo ficou leve leve leve... Senti uma profunda gratidão por este momento. Lembrei que tal tipo de experiência já havia acontecido comigo anteriormente, mas a cor havia sido azul. Além disso, tinha sido em uma época que consistentemente fazia práticas de meditação todo dia pela manhã. 

Pensei o que será que vai acontecer se eu focar na visão? Será que as cores vão me dominar mais ainda? E, então, a visão foi ficando mais esbranquiçada. Percebi que talvez eu estivesse movimentando os olhos - revirando, será?. Assustada, decidi pausar o meu experimento. Profundamente feliz por ter vivenciado tal experiência.

Minha experiência fugia do mindfulness, da atenção plena? Era positiva ou negativa? Será que as colegas, que eu não conhecia, me receberiam bem se eu compartilhasse tal experiência na roda de conversa? Não sei as respostas porque optei por levar essa leve lembrança apenas para cá.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

"Não sei se compro uma bicicleta ou caso", como diria minha mãe

A indecisão está me causando uma tão cara sensação de paralisação.
Quando eu era criança, das indecisas minha mãe dizia "não sabe se casa ou compra uma bicicleta". Sempre achei uma expressão esquisita, já que as duas coisas poderiam acontecer concomitantemente, mas, de qualquer forma, ilustra um pouco a situação de lidar com escolhas que teriam consequências deveras diferentes.

Não sei se faço nada nas férias ou se pego um freela.
Não sei se continuo no mesmo trabalho ou participo de processos seletivos
Não sei se aceito participar de processos seletivos nas férias ou só descanso
Tenho vontade de aceitar o freela e o case do processo seletivo, mas medo de não descansar o suficiente 

Uma vez me disseram que algumas decisões eram feitas em apenas três segundos. Será que estas eram assim? Minha primeira decisão tinha sido a de aceitar. Aceitar trabalhar durante as férias. Aceitar fazer o freela e o case. Onde ficaria o ócio não sei. Em todo caso, ruminar a decisão me cansa; ter medo de me arrepender por não ter continuado me cansa. Tempo livre me sobra.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Se eu não me acolher, quem irá?

O controle é uma vontade ilusória.

O autocontrole ma reação, possibilidade de libertação 

terça-feira, 24 de novembro de 2020

Basta!

Perceber que podia focar no que desejasse, ser quem realmente era e, mais do que tudo, aceitar que ela nunca havia sido a pessoa mais importante na sua própria vida, nunca havia se bastado, nunca havia sido o suficiente (para ela mesma) - e esta inquietude e falta de aceitação que vem de dentro fizeram dela mesma uma pessoa insegura e em busca incessante pela aceitação, pela afirmação, pelo elogio - lhe trazia um estranho sentimento de liberdade, uma tão cara porém finda apreciação pelos detalhes do cotidiano, uma vontade de se admirar, de se amar verdadeiramente e de repudiar qualquer intenção - que veneno! -, vinda do mundo exterior ou interior, de se comparar.

Sem dar passos demasiado largos na jornada da autoconfiança, sem expectativas sobre o amanhã, ela se prepara para dormir e pensa que se basta.

Até a próxima sessão.