Faz tempo
que não escrevo, mas sinto que este seria um recurso honesto em prol de me
manter em equilíbrio na semana seguinte.
O medo de,
cada vez mais, prender-se a uma prática de missão não satisfatória e não eudaimônica vinha se tornando maior. Aliado a isso sabia que, quanto mais temesse,
pior ficava; fosse porque sentir medo torna a própria sensação de medo mais intensa e, por consequência, pior; ou porque
seu próprio pensamento a atrasava e atuava como uma barreira para as mudanças
boas acontecerem. Especialmente no que concerne ao segundo mecanismo de piora, sabia que era necessário desapegar.
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| Do grafiteiro Banksy |
Então quando o objeto de um apego muda seu estado simplesmente porque ele é submetido a circunstâncias de mudança ou porque ele é um ser vivo com o poder de querer se modificar, ocorre uma decepção enorme. Além disso, quanto mais o apego acontece, sinto que mais há dificuldade para os movimentos fluírem.
É bastante
comum perceber que, quando “desistimos” de algo, aquilo começa a funcionar ou se torna verdade.
Penso que isso acontece porque o desapego permite que as circunstâncias
se disponham bem.
Hoje estou
sem internet, não pude colocar uma tarefa em dia, estou incapaz de ouvir
músicas diferentes e que me acalmem ou anestesiem; também não consegui passear com
alguém. Passei o dia com poucos recursos e com o excesso da minha própria
companhia. Espero que não me aborreça e prossiga a semana como se tivesse tido
o melhor dos finais de semana. O que é que faz a diferença?
