![]() |
| Créditos da imagem |
Por fim, chegara. Decidiu vestir seu short vinho. Era curtinho demais, mas não se importou. Tomou um banho e aplicou aquele hidratante favorito com cheiro de morangos, delicioso. Decidiu pôr sua meia calça de que mais gostava e descobriu que ela estava rasgada, mas não se abalou. Escolheu aquele sutiã confortável, mas sensual. Ninguém saberia disso, aliás, ninguém a veria senão ela mesma. No máximo, um pedacinho da alça poderia aparecer à camiseta de ombros caídos,exalando aquela fragrância charmosa. Como se tornasse sua companhia mais agradável e suave, pensava que devia usar aquele hidratante mais vezes.
Uma gota de perfume e uma segunda conferida ao furo da meia-calça...O que mudava se dissesse aos outros que sua meia havia se rasgado depois que saíra de casa? Não importava...Gostava da meia, e isso bastava. Os horários não seriam os melhores, mas não se importava. Hoje era o dia dela para descansar.
Dobrou a esquina e sentiu uma brisa gelada. Que bom que carregava uma blusinha de lã junto às suas ferramentas de trabalho e instrumentos das trocas comerciais. Não a vestiu; ainda se sentia confortável. Rompeu com a rotina: não se deu ao trabalho de procurar o fone de ouvido, conectá-lo, abrir o aplicativo de músicas, reconstatar que este não estava funcionando e contar com a imprevisibilidade das rádios. Não era o horário da rotina, tampouco envolvia circunstâncias cotidianas, mas não arriscava. Apesar disso, também não recorreu ao conforto alienante: tampouco abriu o aplicativo de mensagens, que demoraria para carregar. Não precisava da aprovação de outrem, nem de sua falsa presença. Por ora, não se importava.
Hoje caminhava à paz da sua própria companhia.
Uma gota de perfume e uma segunda conferida ao furo da meia-calça...O que mudava se dissesse aos outros que sua meia havia se rasgado depois que saíra de casa? Não importava...Gostava da meia, e isso bastava. Os horários não seriam os melhores, mas não se importava. Hoje era o dia dela para descansar.
Dobrou a esquina e sentiu uma brisa gelada. Que bom que carregava uma blusinha de lã junto às suas ferramentas de trabalho e instrumentos das trocas comerciais. Não a vestiu; ainda se sentia confortável. Rompeu com a rotina: não se deu ao trabalho de procurar o fone de ouvido, conectá-lo, abrir o aplicativo de músicas, reconstatar que este não estava funcionando e contar com a imprevisibilidade das rádios. Não era o horário da rotina, tampouco envolvia circunstâncias cotidianas, mas não arriscava. Apesar disso, também não recorreu ao conforto alienante: tampouco abriu o aplicativo de mensagens, que demoraria para carregar. Não precisava da aprovação de outrem, nem de sua falsa presença. Por ora, não se importava.
Hoje caminhava à paz da sua própria companhia.
