Hoje fez um ano que um rapaz estranho convidou uma moça para sair mais cedo da aula e passar frio em sua companhia. A sala estava vazia e ela avisou o amigo - o único da classe - que iria ao happy hour ao lado. O frio criou o convite para um café, em detrimento da cevada. Ele viu Marina Person; ela, não.
Conversaram e revelaram que eram vegetarianos. Reconheceram que pastel é uma das melhores comidas que existem. Brincaram que este apreço era o requisito para estarem apaixonados. Ela descobriu o choconhaque; ele, a bolacha molhada no café. Ele adquiriu gosto, e criaram o costume de mergulhar um pedaço de chocolate no café aos finais de semana.
Nesta noite, jantaram em um restaurante vegetariano, o qual era mais aconchegante do que ela imaginara pela descrição online, o Banana. Conversaram da mesma maneira que fariam em outro ambiente em outra data qualquer. Compartilharam problemas e dúvidas, até que se transportaram, mentalmente, para um universo único a eles.
Analisaram o cardápio e demonstraram curiosidade pelo mesmo prato. Saborearam uma refeição completa e prometeram cozinhar algo sofisticado em um futuro breve, visto que a moça tinha um fogão novo e dois livros de receitas culinárias vegetarianas. Enumeraram os gostos não coincidentes: ela citou pepino; ele, acelga.
Mais uma vez, adormeceu e riu ao seu lado no colchão de solteiro. "Será que um dia vamos morar juntos?"
Um ano depois, ela tem a certeza de que o abraço do moço possui efeito terapêutico e anestesiador aos malefícios da vida. Sabe que não quer deixá-lo. Sente que a sua presença e o seu brilho nos olhos são a melhor maneira de fazê-la sorrir, bobamente, por período indeterminado enquanto está ao seu lado.
No dia seguinte, quando ele voltou para casa, a moça sorriu. Com brilho excessivo nos olhos, agradeceu por terem se conhecido,
No dia seguinte, quando ele voltou para casa, a moça sorriu. Com brilho excessivo nos olhos, agradeceu por terem se conhecido,