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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
"Não sei se compro uma bicicleta ou caso", como diria minha mãe
quarta-feira, 25 de novembro de 2020
terça-feira, 24 de novembro de 2020
Basta!
Perceber que podia focar no que desejasse, ser quem realmente era e, mais do que tudo, aceitar que ela nunca havia sido a pessoa mais importante na sua própria vida, nunca havia se bastado, nunca havia sido o suficiente (para ela mesma) - e esta inquietude e falta de aceitação que vem de dentro fizeram dela mesma uma pessoa insegura e em busca incessante pela aceitação, pela afirmação, pelo elogio - lhe trazia um estranho sentimento de liberdade, uma tão cara porém finda apreciação pelos detalhes do cotidiano, uma vontade de se admirar, de se amar verdadeiramente e de repudiar qualquer intenção - que veneno! -, vinda do mundo exterior ou interior, de se comparar.
Sem dar passos demasiado largos na jornada da autoconfiança, sem expectativas sobre o amanhã, ela se prepara para dormir e pensa que se basta.
Até a próxima sessão.
quarta-feira, 8 de abril de 2020
Não existe a vida sem a morte
Aceitar a partida da minha avó em meio a uma pandemia não foi tarefa fácil. O acompanhamento por alguém próximo nos últimos dias, o abraço no hospital, o velório, os abraços em família - todos símbolos frequentes na despedida de uma pessoa que não está com a saúde boa - não puderam existir. Foi assistir ao meu maior medo na pandemia se tornar realidade.
Fizemos uma homenagem em videochamada: meus pais, eu e meu irmão; escrevi uma carta para ela, que colocarei em outra postagem. Que ela saiba o quanto é querida! Mesmo que não tenha havido um velório formal com as pessoas queridas.
Várias pessoas me disseram para olhar para a partida dela como um "até logo". Se sinto falta e fico triste com a ausência dela é por que tenho ótimas lembranças, é por que admiro muito a pessoa que ela foi, é por que desejo deixá-la feliz e orgulhosa. E vou buscar dar este orgulho sempre, como se pudesse mostrar para ela. No coração (e quem sabe no futuro) sei que estará comigo.
Que tudo possa ser vivido com mais intensidade, coragem e menos medos. Que eu possa ser aquilo o que eu sinto que preciso ser e me inspire pelos comportamentos e hábitos de quem admiro. Que a vida possa ser investida nas pessoas e iniciativas que acreditamos merecer a nossa energia - e que possamos dar o nosso máximo, uma vez que as escolhas foram feitas. Que não tenhamos medo das consequências de se viver com intensidade, da consciência de que, para cada escolha ,existe uma renúncia. Isto posto, o fundamental é escolher o que o coração manda, sem ferir quem nós somos e o que desejamos.
Há tantas semanas em isolamento, sem poder se reunir com outras pessoas, além de quem está morando comigo, surge uma compreensão a respeito do que é mais importante para mim, de quais são os momentos simples que me fazem mais falta.
Algo que, com certeza, não farei mais quando tudo voltar ao normal é ir a encontros sociais com pessoas que não conheço e não estou confortável para conversar ou com vontade de criar vínculos. Nosso maior tesouro é o tempo: quero dizer que, ao ir a um evento com pessoas que pouco importam para mim, estou desperdiçando o tempo que poderia dedicar a pessoas queridas, ou a atividades que me agradam e que eu poderia fazer só.
Sinto falta de ver minhas amigas, meu irmão, meus pais, de ouvir meu avô tocar violão, de almoçar uma comidinha caseira da família, de ir ao Parque da Cidade, de ver exposições novas nos museus de São Paulo, de provar um vinho novo, de conhecer lugares diferentes, de fazer perguntas em Espanhol, de conhecer a cidade andando de bicicleta, de sentir o sol passando pelo meio das árvores, de tomar um café com o meu irmão, de abraçar a minha mãe, de ter sonhos e planos de longo prazo.
Sendo assim, eu quero começar os próximos dias mais acordada, mais consciente e dona do que eu estou fazendo com a minha vida. Quem sabe agora pode ser a hora de começar um projeto pessoal, como aquele do blog de viagens.
Quem sabe eu consigo voltar a sonhar e a fazer planos de longo prazo.
Despiertate!
Lista do que fazer quando acabar o isolamento
- Almoçar na casa dos meus pais
- Levar o meu vô para passear (quem sabe ver alguma orquestra?)
- Visitar alguma exposição em um museu
- Pedalar do Jaguaré até a Faria Lima
- Chamar o meu irmão para jantar em casa
- Chamar minhas amigas para beber em casa (com antecedência, para ninguém desmarcar)
- Jantar em um lugar bem bonito com o Gui
- Sair com a Sté em Campinas
- Assistir ao por do sol em um lugar bonito
- Ir ao Parque da Cidade