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| Imagem retirada daqui |
Perguntava-se qual a razão... A vida, de fato, era como um cubo mágico no qual seu maior objetivo era tornar mais da metade do número de faces arrumadas; a desordem nos fazia ir em frente, nem que fosse pelo senso comum ou uma força de coerção social, porém havia uma razão maior para hoje?
Enquanto lia um texto a respeito desta coerção atuante em formas de crenças e regras a que todos obedeciam de maneira forçada ou não, angustiava-se a respeito do livre arbítrio.
Se o homem era eternamente responsável por suas ações, pois estava condenado a ser livre na lógica de Sartre, como o cerceamento desta condenação podia ser pior pena? Pois era. Auxiliando esta lógica, encontramos outra a qual nos diz que a educação de uma criança é o ato de ensiná-la coisas as quais não aprenderia espontaneamente. Calma!
Sim, parece óbvio que fazemos este curso sobre a sociedade enquanto novinhos da mesma maneira que frequentamos escolas e faculdades para aprender algo; porém ocorre que este primeiro curso não decorre do livre arbítrio - ao contrário dos outros- e a partir dele nos tornamos aptos a seguir todas as demais regras, pensamentos e hábitos usuais socialmente.
Até aqui, sem problemas se pensarmos que uma criança não tem a consciência tão formada. Mas e se tiver? E se esta educação forçada - assim como inúmeros fatos sociais a que estamos acomodados - fosse uma das razões de demorarmos tanto tempo a atingir a maioridade kantiana: caminharmos conscientemente como causa de nossas ações?
Parece incompatível observar o aspecto social no qual, sob um olhar estatístico, obedecemos a fatos sociais e agimos sempre de acordo com um comportamento, bem como o individual, pelo qual sentimo-nos ordenadores de nossos pensamentos e ações. No entanto, de maneira comum neste cubo mágico, sabemos que as contradições se complementam.
Não bastava a sociedade, comportamentos e sensações especificas também nos influenciam fortemente; sim, nos influenciam, mas nunca nos impedem de tomar ações, talvez apenas as éticas e companheiras. Então impedem?
Tratava-se de um jogo de constante angústia: a culpa não era sua, sempre seria minha devido à liberdade; enquanto sua presença ao lado de sua angústia pessoal ocupava parte de meus pensamentos. Dela, seus, meus em todos os aspectos digressivos e indireto-livres presentes aqui.
Além do social, havia o aspecto fisiológico. O mal estar também atuava como cerceador de livre arbítrio.
Era forçoso compreender que tudo não estava sob seu controle, a causa aqui era externa e independente.
Pensamentos e conversas sempre haviam sido a maior representação do real para ela. Não importava o que acontecia, enquanto pensávamos, refletíamos e tirávamos conclusões valorosamente; os acontecimentos tratavam-se da contribuição mais forte para esse material de pensamento.
No fim, tudo seriam memórias, ou seja, pensamentos construídos a partir dos mais valorosos momentos e companhias. A influência do livre arbítrio na formação daqueles não importava nesta atual digressão.
