Outo dia, li que os bebês são capazes de dar risadas apenas para escutar o riso de sua mãe.
Foi criado o costume de, aproximadamente duas vezes por semana, amanhecerem um ao lado do outro. O colchão é pequeno, mas estão acostumados a dividi-lo: cada ação deve ser cuidadosa, para evitar que um movimento rápido atue como um golpe ríspido.
As mãos escorregam e anunciam uma cócega de maneira intencional; às vezes, não. Assim que a investida é reconhecida, ela começa a rir. Não compreende a justificativa para o seu próprio comportamento: solta o riso quando entende que ele está rindo, e ela mesma não é capaz de parar, até deixe de cutucá-lo. Seria algum tipo de empatia? Algum recurso não reconhecido para fazê-lo rir mais intensamente?
Trocaram-se os papéis. A moça pede que ele pare o estímulo mecânico que me provoca risos, e é negada: "Mas você tem uma risada gostosa".
