As coisas se acertam, mas queria que essa calmaria interna, quentinha e confortável, provocada pelo chá que havia tomado agora, permanecesse por mais tempo. As vírgulas já não eram intuitivas, não reconhecia a si mesma; mas esta era outra questão.
flush my mind flush your mind flush their minds flush your flush flush the routine flush your personal toilet flush the shit inside your head
terça-feira, 19 de novembro de 2013
domingo, 27 de outubro de 2013
Estações
É a vida. Ensinou-me uma mensagem, deu dever de casa e partiu a levar o que restava e havia se transformado de e em mim a outra estação; as palavras proféticas de sua mãe vestiam-na bem aqui: a maior mudança nela era apreendida agora, hoje, temporalmente um ano depois. É um aprendizado muito fácil o de ter consideração, mas bem difícil o de perceber que, com pessoas compromissadas com a vida, ou se entra integralmente no jogo delas, ou não se brinca. Sinceramente, esta era uma definição que devia aplicar para com qualquer pessoa.
Cada um que passa em nossas vidas deixa sua marca, sua assinatura e, às vezes, não compartilha o trem até o fim; outras, voltamos algumas estações e nos reencontramos, ou apenas avistamos o trem daquele próximo. É interessante, mesmo, quando compartilhamos a viagem apenas através das transformações mutuamente provocadas, enfatizando a relevância da parada naquela estação. Acima de tudo, devia agradecer a vida que os amigos lha proporcionavam através de sua presença - física, emocional ou em seu próprio comportamento. Amava-os todos; deveria, também, amar si mesma.
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
À noite
Travada. Este fenômeno ocorria com tanta frequência na hora de escrever trabalhos que resolveu relatá-lo aqui. Resolveu contar como as estrelas são ótimas companheiras, além do como é fácil nascerem atividades procrastinadoras, o que é, ou não, quase o mesmo que descrever o quão travada se sentia. Quando não tivesse o que fazer, deveria decidir escrever uma espécie de artigo de uma matéria chata para que estas ideias aflorassem e ela se despisse do tédio. Por ora, aqueceria o teclado com ideias alheias: era outra tática.
A noite era linda; adorava seu silêncio macio que, na maior parte do período, acalentava o interior. Por demais, apreciava também os sons do ambiente; passavam vários aviões na região e, em um horário, um espaço e uma altura da nave específicos, era capaz de ouvir seu motor. Da primeira vez, assustou-se; hoje, já estava habituada e gostava. Era como se a rua rugisse - e, para consultas futuras, digo para você voltar àquela biblioteca e pegar aquele livro sobre as ruas -, ou estivesse ventando muito, porém com a ausência da sensação de toque; o cheiro também era bastante diferente. Olhou para cima e viu os motores navegando em meio aos reflexos no céu.
Esquecera-se das estrelas, é verdade, mas realmente elas não estavam tão à vontade hoje, ofuscadas pelas gotas de chuva e pela percepção daquele avião. Sim, a chuva também estava muito convidativa hoje, regava a vontade de tomar um verdadeiro e inconsequente banho de chuva: com certeza seria um frio agradável.
Ao menos aqui, o mundo da imaginação era coexistente à realidade. Não havia rigor para com a escolha de palavras, nem o uso de consultas; caso houvesse erros, seria o mundo da imaginação se resignificando, agregando novos sentidos e valores. Esta chamada liberdade voava ao lado daquela nave e trazia mais sensações auditivas àquela rua.
Ao menos aqui, o mundo da imaginação era coexistente à realidade. Não havia rigor para com a escolha de palavras, nem o uso de consultas; caso houvesse erros, seria o mundo da imaginação se resignificando, agregando novos sentidos e valores. Esta chamada liberdade voava ao lado daquela nave e trazia mais sensações auditivas àquela rua.
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| Imagem retirada daqui |
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
sábado, 21 de setembro de 2013
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| Morangos retirados daqui |
Transforme sua insegurança e aquilo o qual não consegue dizer, uma a uma, em palavras escritas. Não tente engoli-las com comida; por mais prazerosa que esta seja, infelizmente, não irá melhorar nada.
Encontre uma página em branco, reencontre aquele amigo que o conhece melhor do que ninguém, reencontre a paz de espírito.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Longo sonho
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| Imagem retirada daqui |
Sentia que observava tudo através de uma perspectiva mais crítica, mais desconfortável, mais revolucionária, mais cansada e com mais sede de mudanças. Seria muito bonito se pudesse mudar o paradigma das pessoas; simplesmente pressionaria um dispositivo e toda a sujeira, todo o passado iria embora. Seríamos inclinados a ter um recomeço sem qualquer suporte histórico. Poderíamos ser todos iguais, ou reafirmar a natureza desorganizada do homem; aquela natureza da desordem ordenada que a incomodava tanto desde que a destacara através da nova perspectiva.
Nada disso parecia fazer sentido assim, aqui, sem maiores descrições ou explicações. Talvez esse fosse o ponto chave. Talvez precisasse sair mais e voltar a se conformar com os modelos e padrões. Enquanto cada momento não valesse por si só, nem lhe fosse o suficiente, preferia acreditar que era uma fase, etapa ou capítulo de algo que a levaria a mais felicidade.
Não é, também, que este post seja necessário ou rico a referências futuras. Pareceu, apenas, que deveria escrever.
Não é, também, que este post seja necessário ou rico a referências futuras. Pareceu, apenas, que deveria escrever.
sábado, 17 de agosto de 2013
Café com leite no copo de acrílico para cerveja
Ela nunca havia parado para escrever sobre esse assunto. Talvez porque fosse algo que não pudesse, não merecesse ser simplificado à singeleza das palavras. Ocorre que, muitas vezes na vida, começamos a entender o significado das palavras clichê e o quanto - cada um a seu tempo - todos os seres humanos se importam e têm reações semelhantes a situações típicas.
Somos seres egoístas. Sentimos falta quando o outro está melhor e choramos. Choramos com grande facilidade, porém preferimos acreditar que as lágrimas são de felicidade, ou da saudade enquanto representativa da felicidade; nunca da tristeza. Talvez nenhuma despedida seja perfeita, apesar de saber que a sua foi bastante boa. Sim, eu fico triste por não ter mais você comigo, à medida também em que questões existenciais permeiam minha cabeça. E você tinha um jeito muito especial, muito paciente de falar sobre várias coisas e de contar histórias maravilhosamente bem. Com suas generalizações e preconceitos demonstrados de maneira paciente, você talvez tenha sido a única pessoa a quem eu respeitava e me encantava deste jeito, com seu jeito de falar. Sei, ao menos, que fiz o possível para te conhecer a partir da minha maturidade, daquele momento em que aprendemos por nós mesmos a quem apreciamos dar valor. É evidente que, a mim, pareceu pouco tempo.
Hoje, peguei-me pensando em você e lembrei da vez em que visitei com minha mãe um lugar que você gostava muito. Acontece que você não estava junto, mas eu pretendia visitar o lugar novamente com você. Cheguei em casa, mostramos as fotos; acho que faltaram fotos dos canhões. No café da manhã do dia seguinte, fui presenteada com histórias sobre aquele lugar; assim, em suma, foi criada uma lembrança de uma visita àquele lugar com você na minha cabeça. E me peguei pensando nos lugares que você tanto gosta, tanto admira a beleza. Admiro muito as pessoas que, de um jeito muito simpático, formam-se como exemplos de personagens típicas com características fortemente marcadas; no seu caso, dignas de respeito, de um bom ouvido, de bons minutos com pijama na mesa da cozinha à luz de um café com leite num copo de acrílico, ou de uma segunda fatia de pão acompanha de mais um casaco, naquele friozinho do inverno constante da serra, só para poder ficar mais tempo quando me perguntava "Ei, menina, já tomou café?".
E chegamos ao fim da jornada. Sem dúvida, foi uma jornada linda.
Ao contrário do que dizem os filmes, podemos, sim, recordarmo-nos das histórias de pessoas assim sem sentir tristeza. Devemos contar os bons momentos, as boas recordações e aprendizados, enquanto vamos confortando nós mesmos, nos ensinando a viver à ausência. Devemos, às vezes, lembrar do Lenin, com suas verdades desenvolvidas a partir do ato de mentir, ou do Goebbels, acreditando no poder de uma propaganda nos momentos pertinentes e guardar tudo como boas recordações em um grande cofre da vida. Meu cofre deve aumentar sua aura de encantamento a cada dia, a cada investimento ou ação que me faz valorizá-lo.
Sei também que meu subconsciente recordou-se de você em várias situações do último dia - como vai acontecer para sempre - e foi um ótimo gatilho para, finalmente, eu realizar um esforço consciente e deixar algumas palavras aqui.
Tenho poucas e muitas crenças, variando de acordo com o ponto de vista, mas tudo o que aconteceu nas últimas semanas me ensinou que não devemos ter medo, muito menos de partir, pois acredito que não me incomodaria se passasse mais um tempo conversando com você.
Todos os momentos importantes levam a reflexões. A partir do pensamento de um querido, acredito que devemos viver para os momentos que nos fazem felizes e para este tipo de pessoas. No fim, tudo pode ser efêmero, e às vezes merece ser.
Somos seres egoístas. Sentimos falta quando o outro está melhor e choramos. Choramos com grande facilidade, porém preferimos acreditar que as lágrimas são de felicidade, ou da saudade enquanto representativa da felicidade; nunca da tristeza. Talvez nenhuma despedida seja perfeita, apesar de saber que a sua foi bastante boa. Sim, eu fico triste por não ter mais você comigo, à medida também em que questões existenciais permeiam minha cabeça. E você tinha um jeito muito especial, muito paciente de falar sobre várias coisas e de contar histórias maravilhosamente bem. Com suas generalizações e preconceitos demonstrados de maneira paciente, você talvez tenha sido a única pessoa a quem eu respeitava e me encantava deste jeito, com seu jeito de falar. Sei, ao menos, que fiz o possível para te conhecer a partir da minha maturidade, daquele momento em que aprendemos por nós mesmos a quem apreciamos dar valor. É evidente que, a mim, pareceu pouco tempo.
Hoje, peguei-me pensando em você e lembrei da vez em que visitei com minha mãe um lugar que você gostava muito. Acontece que você não estava junto, mas eu pretendia visitar o lugar novamente com você. Cheguei em casa, mostramos as fotos; acho que faltaram fotos dos canhões. No café da manhã do dia seguinte, fui presenteada com histórias sobre aquele lugar; assim, em suma, foi criada uma lembrança de uma visita àquele lugar com você na minha cabeça. E me peguei pensando nos lugares que você tanto gosta, tanto admira a beleza. Admiro muito as pessoas que, de um jeito muito simpático, formam-se como exemplos de personagens típicas com características fortemente marcadas; no seu caso, dignas de respeito, de um bom ouvido, de bons minutos com pijama na mesa da cozinha à luz de um café com leite num copo de acrílico, ou de uma segunda fatia de pão acompanha de mais um casaco, naquele friozinho do inverno constante da serra, só para poder ficar mais tempo quando me perguntava "Ei, menina, já tomou café?".
E chegamos ao fim da jornada. Sem dúvida, foi uma jornada linda.Ao contrário do que dizem os filmes, podemos, sim, recordarmo-nos das histórias de pessoas assim sem sentir tristeza. Devemos contar os bons momentos, as boas recordações e aprendizados, enquanto vamos confortando nós mesmos, nos ensinando a viver à ausência. Devemos, às vezes, lembrar do Lenin, com suas verdades desenvolvidas a partir do ato de mentir, ou do Goebbels, acreditando no poder de uma propaganda nos momentos pertinentes e guardar tudo como boas recordações em um grande cofre da vida. Meu cofre deve aumentar sua aura de encantamento a cada dia, a cada investimento ou ação que me faz valorizá-lo.
Sei também que meu subconsciente recordou-se de você em várias situações do último dia - como vai acontecer para sempre - e foi um ótimo gatilho para, finalmente, eu realizar um esforço consciente e deixar algumas palavras aqui.
Tenho poucas e muitas crenças, variando de acordo com o ponto de vista, mas tudo o que aconteceu nas últimas semanas me ensinou que não devemos ter medo, muito menos de partir, pois acredito que não me incomodaria se passasse mais um tempo conversando com você.
Todos os momentos importantes levam a reflexões. A partir do pensamento de um querido, acredito que devemos viver para os momentos que nos fazem felizes e para este tipo de pessoas. No fim, tudo pode ser efêmero, e às vezes merece ser.
sábado, 10 de agosto de 2013
Ao conforto das cortinas e dos pés machucados
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| Retirada daqui |
Uma coisa é certa: a escrita deste post seguiu sua lógica para com a leitura de muitos livros, filmes e músicas, aquela que não a deixava acabar um livro nunca, ou que a fazia desistir quando faltavam 45 minutos de filme (o último havia sido "Blue Valentine"). Aquela lógica a levava à digressão impaciente, a uma cachoeira de palavras que estavam com saudades das cataratas e a perturbavam com aquele som gostoso. Cada começo de pensamento possuía um som ágil, claro e calmo que a fazia tornar, retornar, mudar ao raciocínio dos outros, daquele excesso devido a uma parte que estava adormecida há algum tempo. É válido lembrar que o texto foi deixado à própria sorte sorte e desordem antes de conhecer alguma organização. Escrevia, lia outra coisa, outra música, outra foto, outra comida. Sentia-se bem à companhia do teclado e cama macios.
Quando a ausência é a falta, é um sentimento...
Quando a ausência é a falta: é um sentimento
Quando a ausência é simplesmente falta, apreendida como um sentimento
Quando a ausência é um sentimento de falta.
Deixemos as divagações à parte, a doce ambiguidade gramatical, desta vez, literalmente, tornava a visitá-la através daquela: a função de advérbio estava deslocada, então uma vírgula a separaria do sentimento. Dava início a um texto outro que ainda explicaria o porquê da falta ser um sentimento. E aquele gostinho amargo de vírgula entre o predicado e o tal sujeito não ocorreria.
Poderia ser, também, que a frase já tivesse findo, e que a ausência como falta compusesse um sentimento, ponto; definido intransitivamente.
Ela não compreenderia isto mais tarde.
Você não espera que sua vida siga o roteiro de um filme, porém os assiste. Não tem expectativa de um romance perfeito e sincronizado, mas adora assistir a uma comédia romântica. Sabe que aquela combinação romântica largamente vendida pela indústria cultural não transcende, é uma receita para vender e prender nossos sorrisos e olhos na maioria das vezes. E, assim, aqueles filmes artísticos vão sendo dispensados.
Você acha que a violência pesada dos filmes, às vezes picaresca, é apenas uma narrativa catalisada por testosterona, mas fecha os olhos a cenas de violência no seu dia a dia e se nega a acreditar que a violência é pior na realidade. Contudo, você costuma rir; é como se, de alguma maneira, grafasse o desenho do que estava se passando.
Apreciamos a ilusão e as receitas prontas. Não é à toa que nem todas as pessoas não gostam da gastronomia experimental.
Que saudade, este teclado realmente é macio e sente minha falta à noite. Tanto precisava de ser retirado, descrito, descomplicado; um mês havia passado a cada dia, no entanto, as palavras haviam caído no ostracismo. Finalmente, hoje se achava no conforto do isolamento de suas cortinas com um pouco de paz.
A imaginação a fazia valorizar aquele momento mais do que nunca, com suas roupas confortáveis e as meias na metade do pé. Havia um machucado, que infelizmente ainda não era uma bolha, o qual fazia seu pé doer por inteiro. O pensamento centrado na razão, porém, pensava em bons momentos, boas risadas, em detrimento da pele de seus pés.
Não era tão boba: estava tentando amaciar os sapatos naquele dia em que não se importaria de fazê-lo, então percorria as consequências - que poderiam levar ao abandono dos sapatos - hoje. As quase bolhas a lembravam daquela noite e deveriam fazê-la reforçar as lembranças e o valor de encontros fraternos.
domingo, 14 de julho de 2013
Vá dormir
Sentia tanto medo ultimamente. Medo de que esta dor de cabeça tricampeã não passasse e medo da estagnação do desagradável. Tantas vezes tinha vontade de abrir mão de bastante do importante em troca de recomeçar a vida em outro lugar. Força para mudar ela tinha, porém seria uma demonstração igualmente grande da fraqueza perante a vida.
Necessitava de alternativas: ainda realizaria grandes coisas; agora, não. Seriam fases e etapas. Seus olhos transpareciam a tristeza, a angústia e a dúvida simplificadas como um sentimento. Perguntaram-lhe o porquê daquele. Ocorre que, como todos os sentimentos, ele intensifica-se quando descrito e torna-se pior quando lhe descrevemos cenas relacionadas. Não é agradável. Não havia como simplificar também. Seu próprio desabafo poderia durar uma noite sem, contudo, ser transmitido adequadamente; muito menos, sanado. Era inútil, apesar de a utilidade não estar em questão aqui.
A pergunta certa era sobre o porquê da felicidade. Ela sempre existe e merece ser enaltecida a todos os que percorrem dificuldades - concebidas - infindáveis. Todos vivem, nem todos vivenciam, nem todos sentem à maneira adequada. Nem todos sabem o que é adequado.
Por ora, apenas, desejava desesperadamente algo que lhe desse mais paz de espírito e sanasse dor de cabeça. Como tudo o que é paliativo nela, esperava que sua cama produzisse, ao menos, uma cura momentânea. Era um começo ótimo. Tudo tratava-se de um começo.
- Por que tanta incompletude?
- Todo começo é incompleto. Você sabe que o câmbio se deve ao ponto de vista.
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| Retirada daqui |
terça-feira, 18 de junho de 2013
Emoção ou tpm?
Escolhia aquele que a melhor representasse em circunstâncias específicas; na verdade, era uma idealista, alguém que se angustiava constantemente devido à impotência para mudar as coisas. Respirava, ouvia os outros falando que era tola, chorava por dentro e seguia em frente.
Era de apreciar muito a emoção em pequenos gestos e atitudes, em pequena quantidade e que lhe significavam muito: o desejo de mudança de apenas um adulto conformado, ou a perspectiva de uma infância diferente hoje; estes a fariam perder a noite sorrindo ao ver seu mundo utópico e idealista, menosprezado pelos conformistas e assassinos de opinião ao seu redor nesta manhã, mais próximo do que esperaria ontem.
Era de apreciar muito a emoção em pequenos gestos e atitudes, em pequena quantidade e que lhe significavam muito: o desejo de mudança de apenas um adulto conformado, ou a perspectiva de uma infância diferente hoje; estes a fariam perder a noite sorrindo ao ver seu mundo utópico e idealista, menosprezado pelos conformistas e assassinos de opinião ao seu redor nesta manhã, mais próximo do que esperaria ontem.
Sim, querido pathos, ela se sentia feliz hoje porque, de alguma forma, aproximava-se de tudo aquilo o qual os adultos - em espírito - nos diziam ser impossível. Um abraço, um sorriso, um apoio: qualquer coisa sempre era válida sempre. Sempre, enquanto não conseguia ir a outros lugares em busca de ensinar e sanar a fome de outrem, faria como uma velha e prezada conhecida lhe diz: começaria a resolver os problemas de sua própria família.
Que a noite não dure tanto, mas que sua beleza e calma perdurem ao longo do dia.
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| Foto retirada daqui |
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