terça-feira, 9 de abril de 2013

Outro pedido

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Por favor, pare de ter tantas expectativas exageradas e exageradamente pessimistas sobre outrem. Tente encontrar uma fresta de brilho que valha o seu dia; aprenda a viver por si mesma, de maneira independente.
Por favor, não faça sua felicidade depender das minhas ações; isto é extremamente cansativo para mim assim como para você, decepciona-nos a cada momento muito mais do que uma ênclise inesperada.
Por favor, não espere tanto; não espere nada também. Imagine e espere pouco, aja mais, aproveite mais as pausas na sua respiração: aproveite o que, imperceptivelmente, estas lhe proporcionam.
Que você do futuro tenha mais paz interior, menos escapismos, menos manipulação, menos palavras proferidas à brisa, mais intensidade, mais satisfação, mais vida. Que venham dias melhores.

domingo, 10 de março de 2013

Contradições e confusões a serem ordenadas

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Rever, escrever, organizar! Até onde vai o livre arbítrio?

Perguntava-se qual a razão... A vida, de fato, era como um cubo mágico no qual seu maior objetivo era tornar mais da metade do número de faces arrumadas; a desordem nos fazia ir em frente, nem que fosse pelo senso comum ou uma força de coerção social, porém havia uma razão maior para hoje?

Enquanto lia um texto a respeito desta coerção atuante em formas de crenças e regras a que todos obedeciam de maneira forçada ou não, angustiava-se a respeito do livre arbítrio. 
Se o homem era eternamente responsável por suas ações, pois estava condenado a ser livre na lógica de Sartre, como o cerceamento desta condenação podia ser pior pena? Pois era. Auxiliando esta lógica, encontramos outra a qual nos diz que a educação de uma criança é o ato de ensiná-la coisas as quais não aprenderia espontaneamente. Calma!

Sim, parece óbvio que fazemos este curso sobre a sociedade enquanto novinhos da mesma maneira que frequentamos escolas e faculdades para aprender algo; porém ocorre que este primeiro curso não decorre do livre arbítrio - ao contrário dos outros- e a partir dele nos tornamos aptos a seguir todas as demais regras, pensamentos e hábitos usuais socialmente.

Até aqui, sem problemas se pensarmos que uma criança não tem a consciência tão formada. Mas e se tiver? E se esta educação forçada - assim como inúmeros fatos sociais a que estamos acomodados - fosse uma das razões de demorarmos tanto tempo a atingir a maioridade kantiana: caminharmos conscientemente como causa de nossas ações?

Parece incompatível observar o aspecto social no qual, sob um olhar estatístico, obedecemos a fatos sociais e agimos sempre de acordo com um comportamento, bem como o individual, pelo qual sentimo-nos ordenadores de nossos pensamentos e ações. No entanto, de maneira comum neste cubo mágico, sabemos que as contradições se complementam.

Não bastava a sociedade, comportamentos e sensações especificas também nos influenciam fortemente; sim, nos influenciam, mas nunca nos impedem de tomar ações, talvez apenas as éticas e companheiras. Então impedem?

 Tratava-se de um jogo de constante angústia: a culpa não era sua, sempre seria minha devido à liberdade; enquanto sua presença ao lado de sua angústia pessoal ocupava parte de meus pensamentos. Dela, seus, meus em todos os aspectos digressivos e indireto-livres presentes aqui.

Além do social, havia o aspecto fisiológico. O mal estar também atuava como cerceador de livre arbítrio.

Era forçoso compreender que tudo não estava sob seu controle, a causa aqui era externa e independente.

Pensamentos e conversas sempre haviam sido a maior representação do real para ela. Não importava o que acontecia, enquanto pensávamos, refletíamos e tirávamos conclusões valorosamente; os acontecimentos tratavam-se da contribuição mais forte para esse material de pensamento.

 No fim, tudo seriam memórias, ou seja, pensamentos construídos a partir dos mais valorosos momentos e companhias. A influência do livre arbítrio na formação daqueles não importava nesta atual digressão.

sábado, 9 de março de 2013

Por que motivo...

Por que, quando pensava na ação que estava realizando, esta se tornava tão mais difícil?
Quantas coisas fazemos com execlência, no dia a dia, sem pensar? Quantos erros corrigimos automaticamente? Quantos erros são executados com perfeição?

Muitas vezes, como agora, devemos, precisamos parar de pensar. Quantas vezes nos negamos? Quantas vezes devíamos pausar aquela música que desmotiva pensamentos valorosos?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Brainstorm

     
Créditos ao Humor inteligente
Começava a se acalmar da tempestade cerebral que a percorrera. Claro, após aquela turbulência, qualquer sinal de silêncio seria percebido como o auge da calmaria sentida em uma canoa no Pacífico.

Era certo que havia mudado seus valores e convicções nos últimos tempos, porém não se tratava só disso. Sua mente, que uma vez aberta não voltaria a seu tamanho original -copyright Einstein-, havia lhe ensinado a pensar a longo prazo e reprimir impulsos enxergando consequências verdadeiras para suas ações, apesar de ela ser, ainda, a defensora de aproveitar cada momento com aquilo que mais nos agrada.

Aproveitar o momento a fazia desejar que os próximos dias fossem percebidos em cada segundo e suspiro, nem que, para tal, suas noites de sono fossem menosprezadas. Pensar a longo prazo a consolava sobre aquela turbulência vespertina, a qual foi facilmente esquecida quando a outra surgiu.

A segunda servia como critério de dúvida e valorização para algo, já decidido, que a perturbava antes; além disso, demonstrava que a primeira não tinha fundamentos e merecia ser deixada à espontaneidade do acaso; nós deveríamos aproveitar esta sorte incerta.
Finalmente, a dúvida turbulenta era ótima porque, exatamente agora, a fazia gostar daquela decisão antiga, já tomada.

Não, talvez não tenha havido alguém mais desesperado indecisamente do que ela naquele dia. Hoje podia se declarar como extremamente indecisa, uma vez que era a primeira vez que sua indecisão sobre suco de laranja ou sunday atingia um campo de grande importância.

Sim, considerando que tudo acontece por um motivo, essa turbulência foi boa para que, se a decisão das últimas horas fosse a definitiva, sua vivência futura fosse muito valorizada, pois haveria sido extremamente fundamentada e, novamente, sobrevivido a um critério de dúvida.

Com a calmaria atual, parecia deveras distante e improvável a existência daquele seu nervosismo anterior, quase como um sonho ou filme assistido há muitos anos; a sensação lhe era comum após momentos desagradáveis.

Ainda assim, estava incerta; de qualquer jeito, a incerteza, curiosidade e insatisfação eram motivos para seguir em frente.
                     

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013


Se falo e ajo estranho ou engraçado, não se preocupe: há infinitos motivos para isso acontecer e, felizmente, algo de vida em mim. Comece a se preocupar caso haja normalidade sempre; então questione a mim, e talvez a si mesmo, onde teriam escapado as motivações.


domingo, 17 de fevereiro de 2013

Por si só e no trabalho da ambiguidade


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Alivio. Sim, hoje escreveria sobre algo o qual merece ficar a salvo da descarga, ao contrário do resto, sobra ou excesso, aquele que jogamos no lixo ou enviamos à descarga a fim de limpar, fazer assepsia e clarear a casa da mente.

A ocorrência efêmera clareava tudo por si só e tirava atordoantes sacos de areia pesados das suas costas: os pesos que a angústia e dor lhe causaram. Era um descobrimento no qual o ato de descobrir, por si só, a descobria de pesados mantos.
 Este algo, também, não deixava de ser uma singela descarga de ideias e sensações.

Tratava-se de uma das mais diferentes e interessantes formas de felicidade; não era um pseudo ou modesto alivio - aquele da cultura popular: "que alívio, eu não engordei" -, era intenso, maravilhoso! Na verdade, talvez a palavra certa sequer fosse "alivio"; a moça, talvez, criasse um novo vocábulo para esta sensação em breve.

Deitou-se, tudo parecia mais belo: as lâmpadas se encarregaram de aumentar a potência, enquanto as paredes de seu quarto ganharam um tom sombreado, emoldurando a cena. Ao colocar os pés sobre o colchão, este cuidava de dar leveza a seu corpo, desfazer os sacos e transformar os mantos para o frio no manto de um gastrópode que sentia a brisa e a leveza da mente que o criava.

Sentia sono, porém, no momento de escrever; seu subconsciente desejava intensamente levá-la ao novo objeto que viabilizava gastrópodes e pessoas flutuantes sem peso nas costas...
Boa noite.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Na tendência de permanecer como está

Provavelmente, quando suas palavras e pensamentos tinham consentimento - o próprio ato de redigir - para se tornarem públicos era porque ela tinha uma esperança íntima desesperada de que alguém as lesse, compreendesse, replicasse ou mudasse de comportamento. 

O objetivo era em si mesmo e simples: tornar literais alguns pensamentos. Acontecia, porém, que não se sentia preparada para que fossem lidos e sentia-se bem na zona de conforto do anonimato e do desconhecimento; ela mesma temia, por vezes, a linha de raciocínio que era capaz de tomar.

Por volta de hoje, sentia que estava preparada para que alguém as lesse, afinal passado é pretérito - passado é passado...e finalizado no término do seu ano - de modo que qualquer opinião manifestada não iria interferir em sua, já passada, necessidade extrema de equilíbrio. Além do mais, tratavam-se de pensamentos sobre situações que não ocorriam no presente, que talvez não fizessem sentido a ninguém hoje.

De qualquer maneira, o acaso teimava em ajudá-la, ou em obedecer à inércia newtoniana estupidamente ideal.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Ano novo

C'est la | via Tumblr
retirada daqui

Sentada à janela, observava uma pipa e inquietava-se..."O mundo é como você o enxerga" (Anais Lima) sempre fora uma de suas citações prediletas e que, em noventa porcento das ocasiões, melhor a representava; era um dos motivos pelos quais apreciava tanto dias ensolarados e bonitos. Quando sua mente clareava, nuvens se afastavam, a visão desembaçava.

Inquietava-se de uma maneira particularmente suave e feliz. Disseram-lhe que havia passado algumas horas naquele silencioso diálogo da observação, como se controlasse os suaves movimentos daquele cenário. Uma pipa a obedecia - a movimentos ordenadamente helicoidais - ; às vezes, subia mais; outras vezes, descia. A sombra de três pessoas caminhava na rua, o casal fazia as pazes e se formavam duas sombras diferentes. O amigo os acompanha.

A pipa içava voo alto; aos olhos mau treinados, parecia que iria se prender a um fio, porém sabia o que fazia.

Ainda demoraria a processar e a aproveitar a nova realidade de pensamentos; de qualquer jeito, seu ano - o nascimento de um semblante mais leve - começava agora.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Paralisia manu-mental

O medo começava a paralisá-la. Não conseguia se concentrar, parecia não saber raciocinar; teimosamente, cria que tudo era difícil e evitava ao máximo confrontar seus objetivos. Estava muito insegura para com o desafio maior e parecia ter medo até mesmo de treinar para ele.

Era necessário adquirir coragem, abraçar o fracasso antes da batalha: só assim não se preocuparia e talvez conseguisse a chamada concentração. Tivera-a até pouco tempo, porém, agora, parecia-lhe sonhador demais acreditar em suas virtudes, seus talentos e seu conhecimento.

Parecia normal se sentir tão paralisada por si mesma...Tudo tornava seus músculos pesados, sua mente permanentemente sonolenta, adormecida, sem saber qual paralisia viera primeiro: a mental ou a física. Quando tomaria consciência e retomaria as rédeas de sua mente, de seu corpo?
Teria que parar de valorizar este tal medo o qual é tão, inconsequentemente, menosprezado por aí.

Close da pintura "O grito"- Edvard Munch

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cansaço

O cansaço é psicológico, nada não existe, tudo é uma criação ou interpretação humana. As mazelas humanas não existem, são apenas construções. Vamos em frente!

Abandone esta criação que a atordoa agora, encontre outra interpretação e siga em frente através dela. É mais do que forçoso abandonar as construções que nos detêm. Assim como uma pessoa é capaz de largar uma garrafa de bebida e abandonar a embriaguez ou dependência alcoólica, você também é capaz de se desfazer da visão fatigada ou da interpretação desfavorável dependente deste estado de espírito cansado.