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| Créditos |
Ah, que erro! Que engano este o de pensar que existe o certo ou o errado naquilo que envolve as humanidades, os raciocínios e as emoções. Tornou-se, mas também era chata. A preocupação com o próximo sempre havia sido o que mais lha importava, porém a havia menosprezado aqui; com muita vergonha de assumir (contudo), podia dizer que enxergava, lá, uma espécie de auto-propaganda sob os slogans "consuma-me", "sou legal, assemelho-me a você".
Diga-me, amigo(a), quem nunca passou por uma situação semelhante. Quem nunca se modificou, justamente, porque se interessou por alguém/algo e estragou a oportunidade por deixar de ser quem mais verdadeiramente era antes? Quem nunca foi capacho, por um tempo curto, ou foi enganado até perceber que o bem estar e a auto estima eram mais importantes?
Querido amigo(a), se há algo que a vida gosta de nos relembrar é que não somos donos do controle remoto. Isto acontece desde o momento em que percebemos que, vivendo em família, ele também está submetido a ao menos mais uma pessoa, a qual certamente escolherá uma programação que não lhe agrada algum dia, mas também a momentos mais amplos, nos quais criamos um controle imaginário, iludimo-nos e - por fim, ou casualmente - caímos em nossa própria consciência e percebemos que nunca, nunca, nunca houvemos controle. Tudo depende de outrem direta, ou indiretamente, e a graça é esta.
De maneira não desencadeada a este raciocínio, deixo também o questionamento e constatação sobre a fragmentação no mundo contemporâneo. Enquanto sentia-se capaz - ou sentia que podia postergar a incorporação de mais responsabilidades - de fragmentar pessoas e sentimentos, bebia-os com diferentes pessoas, experienciava cada questão fundamental e cada brinde com quem lhe parecesse mais seguro; também, revelava cada face sua a quem lha aparentasse semelhança. Simulava o desencontro com uma perfeição em cuja existência nunca havia acreditado e temia o amor por completo.

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