30 de dezembro
Era algum tipo de decepção, um baque, finalmente, para com a realidade. Apenas mais uma para desprezar era a verdade. Olhos úmidos de umas lágrimas antigas sinalizavam que, se fossem gotas de água, o ambiente certamente seria uma biblioteca; esta estaria com as páginas dos livros, que tão avidamente havia lido, depredadas pelo mofo e eventuais agentes decompositores os quais se nutriram dos resíduos daquela cansada história; esta, outrora nos sonhos, teria promovido grande felicidade às duas partes envolvidas.
Era algum tipo de decepção, um baque, finalmente, para com a realidade. Apenas mais uma para desprezar era a verdade. Olhos úmidos de umas lágrimas antigas sinalizavam que, se fossem gotas de água, o ambiente certamente seria uma biblioteca; esta estaria com as páginas dos livros, que tão avidamente havia lido, depredadas pelo mofo e eventuais agentes decompositores os quais se nutriram dos resíduos daquela cansada história; esta, outrora nos sonhos, teria promovido grande felicidade às duas partes envolvidas.
Seu pescoço estava cansado, rígido; o nariz, um pouco entupido. Os olhos pendiam, porém não conseguia dormir: era o que ela mais queria nessa noite. Não sentia fome, mas gostaria de acreditar que algum doce lhe traria consolo e não incrementaria seu sobrepeso adiposo. Não comia. Não dormia. Não assoava o nariz. Não procurava conversar; não havia como agora. Tomaria um remédio para os ossos da cabeça, ao menos.
Chega. Era mais do que hora. Era um bom período para transição: o novo início estava próximo. Bom dia.
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